segunda-feira, 21 de junho de 2010

Parada Gay: A história - III - Fim

Amigos deculpem a demora para concluir a postagem, mas um problema de saúde e meu trabalho acabaram por me deixar longe do blog por algumas semanas. Enfim segue a conclusão, aqui não está nenhum dado como verdadeiro e acabado, muito ao contrário é apenas resultado de uma pesquisa. E quantas outras, mais aprofundadas e muito mais ricas em informação devem estar espalhadas aí na blogosfera. A informação está ao nosso alcance.
A todos que prestigiaram as postagens anteriores agradecemos de coração e esperamos que tenhamos contribuido de alguma forma para alargar horizontes.
O que mais me chamou atenção nessa conclusão é sem dúvida o perfil gay no Brasil, talvez esse perfil esteja meio longe desses números, mas não deixa de ser um dado interessante. Confira e me diga o que você acha. Bju a todos.

A homossexualidade como comportamento (Continuação)
... Foi preciso quase um século para que a questão da homossexualidade começasse a ser tratada de outra forma. Em 1940, o entomologista e zoólogo norte-americano Alfred Kinsey iniciou as primeiras pesquisas sobre o comportamento sexual humano, trazendo resultados que abalaram a sociedade na época. Entre eles, de que 10% da população humana teria uma orientação homossexual. Embora controversa, esta pesquisa serviu de inspiração, entre outros fatores, para o movimento da contracultura, a revolução sexual e o surgimento dos primeiros movimentos pela descriminalização da homossexualidade e pelo reconhecimento dos direitos civis dos homossexuais nos anos 60.
As Paradas Gays têm ajudado a mostrar para aspopulações a importância do respeito à diversidade sexual­
Mas foi somente nos anos 70 que ela deixou de ser doença e passou a ser considerada simplesmente como um comportamento sexual possível entre indivíduos do mesmo sexo. Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade do Código Internacional de Doenças, abrindo caminho para que as leis punitivas fossem revistas em vários países. Embalado pela promessa de grandes mudanças sociais do período e apoiado por teóricos, políticos e pelos meios de comunicação, o movimento gay (termo criado para tentar trazer uma conotação menos negativa do que homossexual) ganhou força. Mas com o surgimento da Aids
nos anos 80, o movimento sofreu um golpe profundo. Como os primeiros casos da doença surgiram entre os homossexuais, logo ela foi chamada de “peste gay”, acrescentado mais um estigma à já longa lista existente. Com o avanço da doença entre os heterossexuais, no entanto, a tese caiu por terra, mas o estrago sobre a reputação já tão negativa dos homossexuais estava feito. Somente em 1990 a Assembléia-Geral da Organização Mundial de Saúde, a OMS, declarou que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão", determinando que psicólogos não colaborem em procedimentos que proponham seu "tratamento" e sua "cura".
Perfil do público gay no Brasil
Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Cultura GLS
, 18 milhões de brasileiros são gays (cerca de 10% da população). O censo mostra que 40% estão em São Paulo, 14% no Rio de Janeiro, 8% em Minas Gerais e 8% no Rio Grande do Sul. O público gay gasta em média 30% a mais do que gastam os heterossexuais. Os dados mostram também que 36% são da classe A, 47% da B e 16% da C. Outra informação mostra que 57% têm nível superior, 40% médio e 3% ensino fundamental.
Desconsiderando as possíveis tendências e intenção dessa estatística os números são interessantes e devem ser pensados em termos de um significado sócio-político. Pensem nisso.
Jason Waider, o próprio

6 comentários:

Lobo Cinzento disse...

Nossa, essa coisa de 10% da população mundial ser gay é tão antiga assim? XD

Espero que esteja melhor Jay.

Um beijo!

Dil Santos disse...

Jay, vc tá menino? Fiquei preocupado agora.
Vc continua em minhas orações viu?
E Alê? tá bem?
Saudades de vc's meninos.
Ah, vota em mim no top blog, é só clicar no ícone do Top Blog, q se encontra do lado esquerdo, brigadão.
Bjin pro c's
:)

FOXX disse...

40% do público gay está em São Paulo?
seeeeeeeeei...

BinhoSampa disse...

As pesquisas dizem algo parcial da realidade, mas acredito sim que os resultados são esses ainda mais quando se diz que 30% gasta mais que os héteros, visto que não temos filhos... então gastamos tudo para nós....heheheh

Abs :-)

Endim Mawess disse...

iSSO QUER DIZER QUE O CAPITALISMO ADORA NÓS E QUE INCOMODAMOS SETORES DA SOCIEDADE QUE VIVEM DA IGNORANCIA E ARRECADAÇÃO DE OFERTAS.

S.A.M disse...

Bem pelo que entendi esses 40% que estão em São Paulo são o mesmo percentual da população.

Por isso que SP acaba virando liderança em tudo, é um caos de gente aqui! kkkkk

Eu tambem sempre ouvi falar nessa 'parcela fixa' de gays na sociedade, que é praticamente sempre um decimo da população variando pouco pra cima ou pra baixo.

Meu, que saudade de passar aqui.

Abração pra vc! ^^