domingo, 31 de maio de 2009

O Amor dá segurança

Jason,
Onde começa o teu encanto, começou o meu beijo.
Quando você se entregou em meus braços te acolhi
E dentro dos teus olhos contemplei meu coração.
Qual não foi minha surpresa ao ver junto do meu o teu também.
Eu sei, é amor, é amor!
By me, Alessandro S. Dalmeno / Alê

Obrigado meu gato, eu não sabia que você era poeta, que lindo!!!! bju meu.

O Amor traz segurança...

Quando comecei com esse negócio de blog, eu tinha tirado 15 dias férias, eu precisava. Então tive a idéia de escrever sobre mim, isso tomou tanto tempo que o Alê ficou com cíumes. Mas nesse meu período de férias a gente tinha planejado ir 5 dias pra Costa do Sauípe e lá fomos nós...
Foi bom, muito bom. Muito amor, romantismo, carinho, diversão e tals. E apesar de eu as vezes lembrar do blog e dos amigos blogueiros eu não dei um “pio” sobre blog. Quando a gente voltava pra casa, esperando aqueles vôos chatos de madrugada, quando são mais baratos, ele me perguntou: Tudo bem? E eu disse sim claro. Aham, ele disse. Estranho, em casa você estava tão empolgado com o tal blog e nesses dias você não disse nada. E eu disse: você não me deu chance, seu bobo! E depois pra quê me preocupar com o blog que tá lá me esperando se você esta aqui? E ele sorriu amavelmente e muito cansado, como eu também estava.
Gente o Alê tem energia demais, três dias de agitos, praia e baladas. Wow! Ainda bem que moramos em Brasília, aqui as coisas são mais devagar. Ainda bem!
Hora do embarque, entramos no avião, sabe aquele medinho. Só de ser TAM, a gente sempre lembra de bobagens. Sentamos naquele lado de duas poltronas, nos ajeitamos, poucas pessoas no vôo. E o Alê me diz: eu te amo. Obrigado por tudo de bom que a gente viveu nesses dias. Eu olhei pra ele assim sem dizer nada, mas me deu um medo maior ainda. Você sabe que eu te amo né? Ele pergunta. Eu de novo olhei pra ele e fiz o sinal de nosso beijo com os olhos. Eu senti que ele estava com medo também e eu não quis passar mais medo pra ele ainda. Apertei a mão dele e perguntei: Por que você esta falando isso? Ele respondeu: nada, nada não. Só queria te dizer de novo. Meus olhos pesavam... encostei-me nele e dormi. Eu nem vi a gente levantar vôo. Daí a pouco me desperto, tudo calmo. Vôo tranquilo, um silêncio enorme. O Alê dormia, sua face parecia a de um anjo, vermelha pelos dias exposto ao sol. Passei minha mão suavemente sobre a mão dele. E pensei comigo, eu também te amo, more than you’ll ever know. Daí a pouco o comandante avisa que vamos aterrizar em poucos minutos. O meu medo aumentou e muito. Olhei pro Alê que dormia calmamente e nem havia escutado o aviso. Eu tive medo que tudo terminasse ali daquele jeito. Nessas horas passa tanta coisa na cabeça da gente. E se o piloto vacilar? Se algo der errado?
Alê, Alê, acorda, acorda.
Oi, o quê, já chegamos?
Não, mas estamos chegando. E ele resmungou unhum, unhum, deixa eu dormir mais um pouquinho. E eu cochichei no ouvido dele: estou com medo. Ele nem abriu os olhos, o sono devia mesmo ser muito. Mas ele passou o braço por sobre meus ombros, me aproximou mais dele e apenas resmungou: eu to aqui com vc, não precisa ter medo, não. E continuou dormindo.
E sabe que eu me senti seguro...

Obrigado a todos que comentaram o post "Armário."
Os comentários foram todos democráticos e positivos. Eu e Alê lemos todos e queremos tornar esse espaço cada vez mais interativo e dinâmico.

By me >> Jason Waider

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Armário

Dentro ou fora do armário?... Onde mesmo...?


Bom não estou escrevendo hoje pra falar de mim e do Alê. Hoje não! Quero partilhar minha opinião com vocês sobre tomada de decisão, a qual para muitos é dolorosa e supõe mais perdas que ganhos, mais dores que alegrias.
Ficar no armário é acovardar-se. Sair dele é rebelar-se. Ficar no armário é aniquilar-se e sair dele é o mesmo que se entregar aos aniquiladores.
São poucos aqueles que ao sairem do armário ou os que já nasceram fora dele, que conseguem enfrentar a família e a sociedade de frente e sem dores para fazerem valer seus direitos. Quais direitos? Outro dia eu ouvi exatamente essa pergunta: Gay tem direitos? Quais direitos? E eu não participei da conversa por dois motivos. Primeiro, porque a pergunta não foi dirigida a mim e segundo, por covardia mesmo.
Eu fico me perguntando: o que é que torna uma pessoa com mais direitos que outra? E sinceramente, do ponto de vista meramente antropológico, nada, nada mesmo. Já do ponto de vista sócio-econômico, o dinheiro nos transforma em semi-deuses e nessa hora até gay vira gente e tem direito.
De outro lado, educação, profissão, origem genealógica, condição de ser no mundo (gay ou hétero ), no meu pobre e leigo ponto de vista, isso sim, pode nos definir melhor como pessoa, homo sapiens e mais ainda: homo sapiens-sapiens (homem que sabe que sabe). Estou querendo dizer é que essas últimas características é que são responsáveis por nossa personalidade e não por nosso cárater. Estou certo? Dr. Cohen, please!? Me corrija.
Cárater pra mim tem a ver com escolha. Personalidade com formação e origem. Um bom cárater pode, dependendo da circunstância, da noite pro dia perder esse suposto bom cárater. Já a personalidade a gente não pode perder. Ela está relacionada à nossa identidade. In persona.
Bom, é melhor eu voltar ao assunto principal, antes que eu diga mais bobagens ou o Dr. Cohen me mande fechar a boca. Hehehehehe.
Então, afinal eu comecei com uma pergunta e eu nem sei respondê-la. Você me ajudaria? Eu tenho meus medos. Preciso de tratamento!
Sem responder, minha opinião é: ser gay dentro do armário é viver no escuro. E fora dele é viver muitas vezes à margem da sociedade. Na luz, mas em meio as trevas. E olha que nos orgulhamos de sermos humanos, inteligentes e racionais hahahaha e adoramos falar em direitos humanos. Quais direitos? Gay também tem direitos? Onde?
Ser gay, não é uma questão de escolha, é uma questão de ser-no-mundo. E como tal essa condição deve ser respeitada.
Na ocasião da morte do Clodovil eu ouvi o seguinte comentário em meu departamento de trabalho, quando uma colega conversava com o Cláudio meu amigo. “Nós vivemos numa sociedade hipócrita, que se diz democrática. Mas ela é democrática entre as linhas dos iguais. Democrática entre os ricos porque eles podem tudo. Democrática entre os pobres porque eles não podem nada. Mas quando se coloca todo mundo junto, meu Deus, é um comendo o outro, que loucura! Ah e por fim ela arrematou: sabe Cláudio, gay rico é homossexual, gay pobre é bicha. Gay rico é um ícone a ser observado e exaltado por ter chegado com seus próprios méritos onde chegou. Gay pobre é uma aberração que a sociedade tem que se livrar dele.” Ela matou a pau. O que você acha? Eu ainda vou dar um trofeu pra ela...
Então, dentro ou fora do armário? Tudo tem seu preço. Você pagaria pra ver no que vai dar? Vale a pena... é uma questão de escolha. Mas afinal o que não é? Ser gay ora. Ser gay é uma condição de ser-no-mundo. Falei!!!?


Abraços pra vc que tem bom gosto e bjus pra vc que tem o gosto mais refinado kkk...


Jason Waiderson o próprio.
Master Blog merece um Oscar!
Oferecido por Ká Entre Nós! By Jason e Alê




Para pegar o seu prêmio, você não terá que responder aquele montão de perguntas kkkkk.









5 características minhas ( pelo menos eu acredito que eu seja =
Compassivo
Amável
Batalhador
Generoso
Amigo

Alê
Carinhoso
Fiel
Amigo
Sonhador
Lindo ( rsrsrsrsrrs)
Mais esse Alê se acha né... lindo pode??? É que de tanto eu falar ele acabou acreditando nisso!!!
Regrinhas...............
São apenas 5 regras básicas a serem cumpridas.
1. Colocar no início de seu post o nome do Blog que te indicou ao prêmio.
2. Escrever uma mesagem de agradecimento ao Blogueiro que te indicou.
3. Postar o selo
4. Abaixo do selo descrever 5 características sua.
5. Indicar o prêmio a 5 ou mais blogs para receber o selo (Não indicar um blog já indicado).



POR FIM EU QUERIA DIZER QUE O SELO É SIMPLES E ATÉ MEIO BREGA, MAS FOI PENSADO E COLADO COM MUITO CARINHO PENSANDO EM TODOS OS AMIGOS QUE ACOMPANHAM (KÁ ENTRE NÓS By Jason e Alê) ESSE SELO É PRA VOCÊS NOSSOS INDICADOS SE LEMBRAREM QUE VOCÊS MARCAM NOSSA VIDA DE FORMA MUITO POSITIVA. Eu do fundo do coração me lembrei de todos que nos acompanham, como muitos são amigos e seguidores em comum, certamente os demais vão receber o nosso selo.
BJUS!

E aqui vai a minha lista de indicados:
The prize goes t
o >>>
hhtp://lixoconstrutivo.blogspot.com/
Notícias do meu Mundo
hhtp://joaopedefeijao.blogspot.com/
João e o Pé de Feijão
http://soumundano.blogspot.com/
Estórias do Mundo
4. http://caioabreumarques.blogspot.com/
My Inner Universe
5. http://braga-daniel.blogspot.com/
Daniel Braga
6.
http://pisandoemmarte.blogspot.com/
Mundo Estranho
7. http://arcanjomisterioso.blogspot.com/
Diário de um Arcanjo

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ao Deus Desconhecido

Justiça seja feita.
Ontem eu li um post interessantíssimo no blog do Caio Abreu e não me contive e lá deixei um longo comentário, que na verdade, mais parecia um post. E devo pedir desculpas ao Caio por isso. Tem gente sem desconfiômetro!!! Comentário, não é post, não é Jason???

Mas justiça seja feita! Um dos filósofos mais crucificados ao longo da história da filosofia moderna e até hoje é Friedrich Nietzsche e muito injustamente, na verdade ele nunca foi compreendido. Alguns tolos conseguem dizer que ele foi ateu. Outros arriscam a dizer que ele é polêmico e complicado. Cada um tem seu direito de pensar. Mas a daí julgar e condenar o cara já é demais. +Riquiescat in pace et bene (que ele +Descanse em paz!) Mas faz bem pouco tempo que comemoramos o centenário de sua morte. Na faculdade eu tive a oportunidade de estudar um pouco sua literatura e pensamento.

Esse filósofo alemão pregou a morte de Deus e fez a crítica mais violenta do cristianismo, mas o fez a partir de uma experiência radical do Deus vivo. Quando ele anuncia a morte de Deus, ele fala do Deus que tem que morrer mesmo, porque é o Deus das nossas cabeças, o Deus inventado, transformado, é o Deus da metafísica, o Deus que não é vivo. Nietzsche um dia fez uma oração linda, a qual ele intitulou: Ao Deus desconhecido. Na verdade é mais um poema do que uma oração, é uma pena que a língua portuguesa, perde a riqueza poética, quando traduzimos do alemão para o português. Mas ao traduzir esse poema nietzschiano chega se a isso:

São essas as palavras dele mesmo:
Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para a frente uma vez mais, elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar.
Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras:
"Ao Deus Desconhecido".
Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos.
Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a serví-lo.
Eu quero Te conhecer, desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer, quero servir só a Ti. (F. Nietzsche).

Para alguém que pregou a morte de Deus, ele é mais cristão que muitos de nós.
Mas o objetivo desse post é apenas partilhar da opinião de meus amigos blogueiros Ryan e Caio Abreu os posts de vocês foram muitos bons e pertinentes, e ao mesmo tempo quero defender um pouco o filósofo, do qual sou fã.
Esse fim de semana vou ver o filme Anjos e Demônios. Depois, eu e Alê cometaremos sobre o filme.
Amigos todos bjus meu e do Alê.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Alê escreveu

Olá amigos do Jason,

Antes de tudo quero dizer que tudo o que o Jason escreveu sobre nosso primeiro encontro é verdade, mas não relatou todo o lance de seu constrangimento e medo de se aproximar de mim. E foi assim que eu me apaixonei por ele:
Três semanas atrás eu estava no auditório da faculdade esperando um tal de Jason Waiderson, que pelo currículo era um profissional de sucesso e muito jovem. Isso já me chamou a atenção. Eu esperava ver um nerd, desses bem esquisitos (com todo respeito claro), mas pra minha surpresa, entra um gato, um anjo de terno bem alinhado, a cor da gravata combinando com a camisa que tinha um verde lindo, que nem sei descrever a tonalidade. Ele estava lindo e com certeza assim como arrancou suspiros em mim, arrancou em outros e outras. Durante todo o tempo que ele falava eu não tirei os olhos dele. Num dado momento, sem interromper sua fala, ele charmosamente, tira o paletó e pendura nas costas da cadeira. Ajeita a gravata e passa a mão sobre os cabelos, eu me apaixonei ali mesmo wow! Foi demais. Durante uma semana, eu quase sempre ouvia as meninas falarem sobre ele, que era gato, inteligente, bem empregado e tals... e eu queria falar apenas que ele era gatíssimo, mas tinha que ficar calado. Afinal ninguém sabia de mim.
Quando ele terminou a palestra e foi embora, eu senti que não mais o veria, afinal ele não estudava mais na faculdade. Mas ao mesmo tempo eu desejei poder tê-lo pra mim. Era um desejo naquela hora impossível de se tornar realidade. Afinal, eu não poderia nunca imaginar que eu teria a menor chance ou mesmo que ele fosse gay. Quando eu ouvia alguém dizer que faria qualquer coisa para poder beijá-lo, uma única vez que fosse, eu pensava, eu também, eu também. E eu pensava, mas e se eu encontrá-lo de novo? Vou dizer o quê ou fazer o quê?
E pra minha surpresa, três semanas depois me deparo com aquele anjo, agora mais humano, de jeans e uma camiseta qualquer. Meu Deus, ele era bonito de qualquer jeito. Eu o vi, mas ele não me notou. Esperei o momento certo de abordá-lo e fiquei improvisando o que dizer. Então toquei-lhe no ombro e disse:
___ Oi! E ele respondeu:
___ E ai! Posso te ajudar?
___ Não se lembra de mim, da semana de adiminstração, na sua palestra? E ele secamente me disse:
___ É sua face não me é estranha, mas no meio de tanta gente. Me desculpa, pois não?
E eu disse:
___ Nada não, só queria dizer que gostei muito, muito boa a sua palestra.
___ Que bom que gostou, espero que eu tenha dito algo que seja últil pra você, ele disse assim secamente de novo.
___ Ah sim, claro. Eu gostei tanto que me apaixonei por você.
Gente, vocês precisavam ver a cena de constrangimento do Jason, pensei que ele ia dar um “treco”, o cara engasgou, tremia feito louco, parecia que o copo ia saltar-lhe da mão. E ai eu disse:
___ Ei cara relaxa! Tô só brincando, não precisa me levar assim a sério.
E ele disse:
___ Como assim? O que disse?
Acho que ele saiu de si com o que eu disse. Eu vô nessa. Tá tudo bem. Prazer em te ver de novo. See you, bye!
Ele parado com o copo na mão, apenas me e olha e diz: bye, sorrindo meio desconcertado.
Depois que andei uns 50 metros escuto alguém discretamente grintando:
___ ei, ei, espera ai. Olho e vejo ele correndo em minha direção. Achei estranho, mas parei. Ele chega com o copo ainda na mão e gaguejou pra perguntar meu nome. E eu disse pode me chamar de Alê. E ele diz, Alê, mas Alê mesmo? Aceita água? Eu rachei de rir rsrsrsrsrsrrs, ele todo desconcertado me olhando sem saber o que dizer. E eu disse não obrigado. E seu nome? Eu já havia esquecido mesmo, havia me restado apenas a beleza daquele anjo, que eu contemplava ali naquele momento.
Oh, já esqueceu meu nome?
É algumas coisas fazem-nos esquecer outras eu disse. Mas te falo sobre isso depois. Em nosso primeiro encontro ele quis saber porque eu havia esquecido do nome dele. Eu disse que eu sonhava tanto com a beleza dele e a possibilidade de tê-lo pra mim, que o nome não era mais importante. Ele riu amavelmente ao escutar isso. Mas depois me perguntou, se eu estava só interessado no que eu chamava de beleza...
Mas então, quando ele disse: meu nome é Jason, eu respondi: ah é! E fiquei parado olhando pra ele e ele pra mim. Silêncio...
Só isso? Posso ir?
Gente, o Jason começou a tremer de novo e meio gaguejando disse:
É..., é... topa sair comigo? Eu ri, na cara dura e ele ficou vermelho. E claro eu disse sim. Nessa hora, pareceu que eu havia tirado um grande peso dos ombros dele. Ele pegou meu número de telefone e se foi. Eu de tão contente que fiquei nem peguei o número dele. Marcamos de nos encontrar no sábado. Era quinta-feira...

PS. Oh cara difícil gente... eu esperei que ele me ligasse durante a sexta e nada. Já era noite e eu pensei que ele havia desistido de mim. Ele só me ligou no sábado de manhã, pelas dez horas.

PS². E o primeiro beijo? Só no quinto encontro... pode??? Peçam pra ele escrever sobre isso... mas valeu a pena esperar. Jay, minha vida, te amo muitoooooo! Bju de seu Alê.

Gente, fala sério né.... o Alê é um charme né...? eu vou dar essa chance pra ele. Porque ele é muito fofo. Mas acho que eu não tremi tanto assim como ele fala.... mas é coisa do amor, coisa do amor.
E ai está para os curiosos hehehe que já perguntaram sobre meu nome. É Jason mesmo, ok? Jason Waiderson ( eu apenas retirei o (son) do fim. Os sobrenomes de pai e mãe, fica em sigilo).
Alê amor, te amo muito, muito também....

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Decisões

A vida é toda cheia de escolhas e decisões, cada escolha supõe uma decisão tomada. E escolhas passadas vão pra sempre determinar o futuro de nossas vidas. Algumas dessas decisões e escolhas poderão mudar radicalmente o curso de nossas vidas. Não foi exatamente isso que aconteceu comigo a exatamente dez anos atrás? Estaria eu escrevendo essa mesma história se eu tivesse me acovardado diante de uma situação de opressão e pressão? Se eu tivesse deixado o medo e a incerteza ocuparem todo o espaço que reivindicavam em mim? É isso. A gente pode fazer escolhas. E hoje eu quero escolher o amor em minha vida. Quero escolher a partir do que eu tenho nas mãos e não a partir do que poderá vir a ser.Eu e o Alê, tiramos o fim de semana pra passear e conversar, como dois bons amigos e irmãos. Arrumamos um cantinho longe do tumulto, da agitação do grande centro e conversamos muito durante todo o fim de semana. Renovamos planos e projetos. A única coisa que entramos num acordo foi: falaremos sobre blog e os comentários só depois de ler tudo e pensar bem. Hoje depois de ler os comentários, alguns foram bem objetivos e nos deixou contentes. Todos que se dedicaram a falar sobre o assunto proposto, nos mostrou como devemos tomar decisões. A Lis, uma blogueira e seguidora, pela primeira deixou o comentário mais pertinente e que nos chamou muito a atenção e foi sem dúvida o que mais nos fez pensar para tomar a decisão final.Assim agradecemos, eu e o Alê, a vocês que mesmo sem nos conhecer, de alguma forma tem carinho e amizade por nós.Assim sendo, não vamos fazer a entrevista, da forma como nos foi proposto. Aliás não vamos nos expor como garotos propagandas, que como disse a Lis, isso pode apenas representar mais comércio que qualquer outra coisa. ( sugiro que leiam o comentário da liz, e me digam se ela não tem razão no que nos disse. Os exêmplos que a Lis nos deu foram muitos reais).E por fim o Alê me fex dois pedidos:1. Ele quer escrever um post, falando como foi que nos conhecemos, ele acha que o que eu escrevi, não retrata toda a realidade como foi exatamente (sobre o encontro no hall da faculdade). Eu disse que pode escrever e depois a gente posta aqui ( será que eu esqueci alguma coisa?) Vamos ver.2. Ele quer respondamos algumas das perguntas que sairiam na entrevista para postar aqui. Mas não sei se isso seria legal. Vamos ver. Estou curioso mesmo pra saber o que ele quer acrescentar sobre o modo como nos conhecemos...Carinhosamente,Bjus meu e do Alê.

Indicação: Prêmio

Fui indicado para receber esse prêmio pelo: http://lixoconstrutivo.blogspot.com/
>>NOTÍCIAS DO MEU MUNDO<<
E ai vai as respostas das mais lindas e interessantes perguntas que já respondi em toda a minha vida. Mas o que a gente não faz por um prêmios desses né Ryan????

1. O que seu blog tem de tão perfeito pra ganhar o meme Stefhany?
Tem tudo de bom. Amor, carinho e amizade. Alguém precisa algo mais que isso?
2.Por quanto tempo ouviria as músicas da diva?
Fala sério né!!!? A música dessa diva é calmante aos meus ouvidos. Ouviria pra sempre e até no céu.
3.O que você faria para ter um momento com a Stefhany?
Manda que faço. Pagaria qualquer mico. Faria o sertão virar mar e o mar virar sertão.
4.O que a musa tem que nenhuma outra celebridade/artista/cantor tem?
Charme, simpatia e uma voz incomparável.
5.Você claro como um bom fã que é... já sonhou com a esplendida Stefhany. O que aconteceu no sonho?
Ela é presença constante em minha cabeça. Não consigo fazer nada sem que ela não apareça, sonho até acordado. E os sonhos acordados são mais picantes ainda....
Ele fez streap pra mim. Ah cara foi bom demais.
6.Diga uma palavra que defina Stefhany?
Rainha
7.Você poderia compará-la com quem?
Seria injustiça né! Uma musa como ela não pode ser comparada a ninguém.
8.O que significa ser fã de Stefhany?
Fazer parte um grupo seleto. High society!!! Wowow!
9.Diga um trecho ou nome de música da Stefhany inesquecível pra você!
Sacanagem pura ein.... assim não vale! Oh Ryan pega leve né....
Mas eu fico com a sua resposta, quem pode esquecer essa parte? É essa ai:
Eu sou linda
Absoluta
Eu sou STEFHANY!!!

***Gente e por último gostaríamos de pedir para que todos ganhadores do selo ouçam as maravilhas que essa mulher canta, e vejam seus vídeos no You Tube, que comprem as revistas em que ela sai, que comprem os CDs, peçam musicas nas rádios, dêem uma ajuda para coitada, ela só tem o CrossFox do pai pra sair dando voltinha e cantando em cima de uma melodia que já faz sucesso!Ela ta precisando de nossa ajuda e só todos nós fizermos a nossa parte na divulgação de STEFHANY, ela poderá ser a mais nova musa do Brasil, sucessora de Joelma!
Unam-se aos Fãs da Stefhany! Saiam do armário e cantem junto!
~#~_*_*_*_~#~

E finalmente O prêmio Stefhany Meme² vai para:
http://atorremagica.blogspost.com/
A Torre Mágica
http://sempreavantenonadainifinito.blogspost.com/
SEMPRE AVANTE NO NADA INFINITO
http://psicologizandome.blogspot.com/
Psicologizando-me
http://caioabreumarques.blogspot.com/
My Inner Universe
http://opedefeijao.blogspot.com/
João e o Pé de Feijão
http://entranhasdealex.blogspot.com/
Alex e!

Amigos premiados isso é tão fascinante quanto ganhar ao Oscar ou o Festival de Cannes!!!
Agora vc só pode postar o Meme se:
a) Passar o nome do Blog que te indicou ao Prêmio Meme
b) Responder as perguntas
c)Repassar o Meme para 5 ou 10 blogs
d) Repassar a mensagem final ***

P.s. Ká entre nós essa Stefhany é uma coisa de outro mundo....!!! Ridícula é pouco!!!!
E eu ainda perdi tempo com isso!!! Vc me paga Ryan.!!!
Bjus...........

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Tudo tem seu preço!

Restrospecto – O que você me diz sobre...

Amigos, nessa semana estive conversando com o Alê sobre o meu blog, sobre os posts e os comentários de todos. Lemos vários comentários juntos. Foi muito bom ver como muitos de vocês acompanharam partes de minha vida. Como seguiram com interesse.
Eu pude perceber o quanto, muitos desejam um grande amor como o meu e do Alê e do fundo do coração, tanto eu quanto o Alê desejamos que cada um, possa um dia encontrar esse amor. Eu pude perceber também que alguns chegaram, claro, tomados pela compaixão e até mesmo por identificação nos ver como modelos de casal. Não. Não somos, podemos no máximo deixar claro que nosso amor está acima de rótulos, clichês ou qualquer outra coisa. Não temos, nem eu e nem o Alê a intenção de sermos garotos propaganda de um modelo de amor que deu certo, ou que pelo menos está dando... Essa história que partilhei com vocês, é toda ela verdade. Pode parecer épica, pode parecer um conto dramático com final feliz, mas não é nada disso. Eu sei o quanto sofri para chegar onde estou hoje e o Alê nesses dois anos e pouco que está comigo partilha comigo até hoje de minhas dores, de minhas inseguranças. E ele tem as dores dele também, as quais de coração aberto e generoso divido com ele. Vocês se perguntaram alguma vez como é a vida desse grande cara? Será que foi fácil pra ele? Aliás, é fácil ser gay e conquistar respeito pra alguém? É ou foi fácil pra você?
Eu não tive nunca a intenção de vender uma imagem bonita e perfeita de nós dois. Mas nossas mentes são criativas, temos esse poder incontrolável de criar e imaginar as coisas e isso é bom. Mas saibam que somos dois caras normais, trabalhadores, estudiosos e até bem caretas também. Gostamos muito de ficar em casa se curtindo, comendo pipoca. As baladas e boates são coisas que curtimos raramente. Gostamos de viajar, ir ao cinema, gostamos de conversar, de fazer planos, somos sonhadores. Talvez seja coisa da idade...
Essa imagem bonita que muitos talvez criaram, talvez exista sim, porque a gente se ama e curte isso. E o amor é bonito. Porque a gente é tanto amigo quanto amantes compromentidos com a felicidade um do outro. Mas não deveria ser esse o propósito de todos que se aventuram numa relação a dois, independente se hétera ou homo?
Essa história maluca de postar num blog a minha vida, rendeu mais do que eu imaginava. Além dos inúmeros amigos blogueiros pelos quais tenho imenso carinho ( vocês não conseguem imaginar quanto ) muitos outros amigos surgiram apenas por que tiveram acesso ao blog, em um número também expressivo. Andei recebendo inúmeros e-mails comentando, fazendo perguntas. Convidando para eventos gls e tals. E eu nunca quis isso e nem tenho essa intenção. Na minha vida pessoal e com minha família tudo anda bem resolvido. Mas por outro lado a família do Alê, apenas nos suporta, não nos ama nem nos aceita. (Mas seria demais, querer isso né? Ou não? Nem sei se mereço. E de qualquer forma é egoísmo meu pensar: se eu mereço. Me dói o coração é ver que esse fato da Família do Alê não nos aceitar como minha família nos aceita, é uma ferida aberta no peito dele... mas vamos falar sobre isso depois.
Então, o projeto do livro está andando bem. Já tenho propostas de 3 editores. Mas ainda não decidi quem vai editar. A única decisão já tomada é quanto aos direitos autorais, mas falo sobre isso em outro post. E além do livro e convites para pequenos eventos, apareceu também pedido para entrevistas numa pequena revista gls, na verdade foram dois convites. Mas ainda estou pensando sobre isso e junto do o Alê, e com cuidado. É minha vida e a dele que está em foco. O blog, por mais aberto e democrático que seja, é apenas virtual. Enquanto que aparecer num evento, numa revista ou jornal já é outra história...
Talvez agora alguém venha a me dizer que talvez eu seja covarde e esteja querendo me esconder. Pode até ser. Mas antes de tudo eu não estava preparado para essa repercursão que no fundo acaba sendo bem passageira. Amanhã estamos todos em busca de uma outra novidade. E isso é bom, a vida é assim. Segundo, eu tenho que pensar em minha relação pessoal. Valeria a pena? Se coloque no meu lugar. O que você faria? Se você está lendo esse post, eu quero a sua opinião. Você colocaria a sua cara numa revista ou num jornal GLBT, junto com seu namorado? Ignoraria os problemas familiares? Ou a incerteza e o medo de seu parceiro? É possível medir as consequências?
O que você me diz?
Tanto eu quanto o Alê gostamos das perguntas propostas para entrevista, as achamos interessantes. Até nos empolgamos com esse negócio de entrevista. Mas tem os prós e os contras. E eu até postaria as perguntas aqui. Mas nada além disso, pelo menos por enquanto. É que o editor do jornal e revista quer colocar fotos nossas, junto da entrevista. Sugerimos que colocasse fotos públicas de modelos e tals, e talvez essa seja uma alternativa que ele ( o editor ) está pensando. De qualquer forma quero que saibam que essa história toda tem mexido muito com minha cabeça e do Alê também...
Você arrisca a me dar a sua opinião?
Te abraço de coração, Jason.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Minha História


Atubiografia – Indíce provisório de meu livro.
Amigos, como prometi estou publicando provisoriamente o indíce de meu livro. Além do que já foi postado no blog já tenho muita coisa escrita.
O que você me diz? Sugeriria mudar algum título? Sugere que fale de algum apescto que não falei?

· Apenas um adolescente gay
· Saída de casa aos 15 anos ( postado no blog parte1)
· Arquitetando a fuga ( postado no blog parte 2)
· A saída de casa ( postado no blog parte 3 )
· Breno: primeiro homem, primeiro amor ( não está no blog )
· Sonhos, lágrimas e medo ( não está no blog )
· Um verdadeiro anjo em minha vida ( postado no blog parte 4)
· Novo dia, nova vida, novo visual ( postado no blog parte 5)
· Medo de ser encontrado ( não está no blog )
· Saudades de meu irmão ( não está no blog )
· Como consegui ficar no anonimato por tanto tempo ( não está no blog )
· Escondido dentro de mim mesmo ( não está no blog )
· As conquistas de um “pobre” menino gay ( não está no blog )
· Meus fracassos no amor ( não está no blog )
· Nada de ficar por ficar ( não está no blog )
· A difícil e dura vida de entregador de jornais e marmitas ( não está no blog )
· O Cláudio não me deu moleza ( não está no blog )
· Minha formatura no segundo grau ( postado no blog parte 6)
· O Cláudio um mestre e amigo ( postado no blog parte 7)
· 1º. Passo concreto rumo ao objetivo traçado
· O antigo novo visual ( postado no blog parte 9)
· A emoção de estar em casa depois de tanto tempo ( postado no blog parte11 )
· A hora da verdade ( postado no blog parte 12 )
· Verdades são caminhos sem volta ( não está no blog )
· De volta ao trabalho: surpresa ( postado no blog parte 13 )
· 2º. Passo concreto rumo ao objetivo traçado ( postado no blog parte14)
· A formatura na Faculdade
· O Grande dia: A festa ( postado no blog parte 15 )
· Em crise existencial: envolvido com uma garota especial ( não está no blog )
· A doença de papai ( postado no blog parte 16 )
· Um amor para amenizar a dor: Alê ( postado no blog parte 17 )
· A morte de papai ( postado no blog parte 18)
· Uma homenagem de amor eterno ( postado no blog parte 19 )
· O Perdão pode curar para sempre ( não está no blog )
· Só o amor vale a pena ( não está no blog )
· Curtindo o namorado ( blog parte final )
· Eu certinho, organizado e prático e meu namorado, o largado... ( não está no blog )
· Um coração generoso, o carinho e a ternura de um homem chamado Alessandro ( não está no blog )
· Eu e o Alê: uma história de amor ( não está no blog )
· Sonhos que alimentam, amizade que sacia : O amor começa aqui... ( não está no blog )
· Fim
Fale comigo, me dê sua sincera opinião. No próximo post vou partilhar com vocês uma situação inusitada, sobre a repercursão de minha história aqui no blog. E gostaria muito da opinião de vocês.
Tenho que ir agora abraço a todos do Jason

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Minha História - Final

FINAL : UMA NOITE DIVERTIDA EM NOSSAS VIDAS

Uma vez fomos a uma festa dessas de rua, uma micareta ou coisa parecida. Nessa noite nos divertimos muito e sempre juntos e resolvemos zuar prá lá...
O Alê, para os curiosos, não é porque é meu gato... mas ele é lindo. Tem 1,70 de altura, 67kgs, cabelos castanhos e um par de olhos verdes lindos, que brilham intensamente quando me vêem (srsrsrrs) metido eu ahn? E o corpo é legal também. E anda sempre fashion, vaidoso que dói... 23 anos.
E eu, eu me acho né...só isso. Tenho 1,75 de altura, cabelos e olhos castanhos. 65kgs. Corpo legal e bem definido... 25 anos. Quando saimos juntos, ninguém que não sabe, nunca poderia imaginar algo de nós. Muitos pensam que somos irmãos. Quando estamos em ambientes públicos a gente nunca se expõe.
Mas naquela noite. Tudo foi bom demais. Já era passado da meia noite e estava todo mundo já no pega-pega, a mulherada estava à solta e atacando geral. E eu e ele já tínhamos sido beijados mais de duas vezes por mulheres doidas, loucas, chapadas e algumas feias....rrsrsrrs mas tinha gatas a vontade.
Não me esqueço da primeira cena que vi. Uma moça, até bonitinha, que agarrou o Alê, na cara dura, chegou quase que me empurrando. E quando ela saiu fora eu olhei pra ele... e foi lindo. Ele abriu as mãos assim como quem queria dizer: eu não fiz nada! Não foi minha culpa. E rimos à solta. E eu perguntei: e ai?
__ Ahrhrssrsr, ele respondeu, gosto de cigarro e tava chapada. E riu...
E isso não foi só uma vez. Aconteceu comigo e com ele e com tantos outros caras ali naquela noite um montão de vezes. Já mais pra lá do que pra cá resolvemos zuar de vez, combinamos algo e fomos pro outro lado do povão. E ali ficamos conversando e rindo com cara de quem não quer nada. E ai vem a presa...
Se aproximam umas gatas, nem tão gatas assim... mas depois da meia noite.... ahn, ahn? Diz o ditado que todo gato é pardo, no caso aqui: toda gata é parda. Quando elas se aproximaram, o Alê se joga nos meu s braços e encosta o rosto sob meu pescoço. E eu falo: a gente se ama, a gente se ama... (rsrsrsrsrs). Que viu não entendeu nada. As meninas ficaram assim: chocadas, assustadas e já iam se afastando. Ai eu gritei:
__ Ei, ei, a gente só tá zuando com a cara de vocês. As meninas riram, mas sairam fora. E a gente riu gostoso da brincadeira e da cara delas. A única verdade é que a gente se ama de verdade....
Daí a pouco fomos pra casa. A gente até teve vontade se beijar na rua, na festa, na volta pra casa. Mas não dava né? Chegamos em casa rindo de nossa zuação. Fomos pro banho, nos beijamos apaixonadamente e a noite foi inesquecível.
É, nós sempre nos divertimos muito na companhia um do outro, somos mais que amantes, somos amigos apaixonados.
O Alê é sim, meu grande amigo e amor de minha vida. E mesmo que nosso amor não dure para sempre, será “um amor pra se recordar” por toda a vida. E depois também... E isso é tudo.


domingo, 17 de maio de 2009

De Alê Para Jason!!!

Olha só que surpresa linda!!!
Vou simplesmente colar ai abiaxo as palavras do Alê pra mim... foi lindo. E ele ainda disse que não é tão bom com as palavras.... imagina se fosse!!!! bjus meu lindo eu tb te amo, te amo, te amo... sou feliz por ter vc em minha vida!!! PS ( Ele queria postar como anonimo, mas o bobinho não conseguiu hehehhe ele deixou esse posto lá nos comentários hehehehe, como ele disse que vcs visse tb, lindinho não!!!?) Mas a surpresa é linda...

>>>>>>Jason>>>>>
Meu amor e vida minha!!! Surpresa!!!Feliz Aniversário e quero te dizer apenas TUDO ISSO:O que os meus olhos procuram, os teus me mostram.O que meu coração deseja, o teu me traz.O que minhas mãos procuram, as tuas encontram pra mim...O que meu corpo quer, teu corpo me dá...(nossa acho que virei poeta huahuahuhauhah) não sou tão bom quanto você nas palavras mas tentei. TE AMO!O Amor que partilhamos é bonito porque é puro, não é interesseiro, é livre de conceitos, preconceitos e regras arcaicas,é apenas amor, na sua forma mais simples e humana, com tudo que tem de bom e singelo. Mas é também com suas dores e tristezas, a vida é sempre assim, mas em tudo há amor e você mais que ninguém sabe disso. Não é?Desejo que nosso amor possa sempre crescer mais, como sempre acontece... amo você, amo você, amo você e não me canso de dizer!!!HOJE É SEU ANIVERSÁRIO e quero que todos os seus amigos blogueiros e outros também: Saibam que o JASON É uma cara simplesmente fantástico, humano como qualquer outro, mas tanto mais que qualquer um de nós, e eu conheço o coração dele e por isso posso dizer!AMOR: por você ser tudo o que você é eu te amo e eu soube desde o momento em que te vi pela primeira vez, que você seria simplesmente: meu AMOR, SABE PORQUE? Seus olhos falam de amor, seu sorriso fala de amor. Teus gestos expressam amor. Te amo por tudo que você é como pessoa.SOU TEU AMIGO E AMANTE APAIXONADO. bjus!bjus!bjus! TEU SEMPRE Alê...Entendeu agora porque eu te deixei 20 minutos me esperando...!!!!! ahan!!!? bjim no coração.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Minha História Partes 19 e 20

PARTE 19 – O SEPULTAMENTO DE MEU PAI

Foi numa quarta-feira triste. Talvez a mais triste de toda a minha vida. Mas não sei de onde eu consegui tirar forças para encarar aquele momento. É uma dor quase insurportável saber que você está perdendo uma parte de você pra sempre.
Por volta de meio dia eu comecei a pensar em como me despedir de meu pai da forma como ele merecia. Pelo homem que ele havia sido em minha vida e por todo amor que ele havia me dado. E passou tantas coisas em minha cabeça. Eu pensei em escrever um poema, fazer um discurso e outras coisas, mas nada parecia bom o suficiente. Foi quando me lembrei de sua última frase: EU SEMPRE VOU TE AMAR. E fiquei pensando, pensando. E me lembrei de quando dançamos em nossa formatura...
Claro!!! Eu toco violão. E tratei que alguém me conseguisse um violâo, o meu estava em minha casa. E que arrumassem a música: ( LOVE IS ALL AROUND – WET WET WET ). Assim entrei pro quarto e fiquei ali por um longo tempo ensaiando. Meus dedos quase deram bolhas, como doiam.
Saímos pro cemintério era três e meia da tarde. O descimento seria as cinco da tarde. Meu coração doia. As vezes eu pensava que aquela dor me mataria também. Eu e mamãe, Lívia e Pedro meus irmãos estávamos no mesmo carro com um vizinho. Enquanto eles choravam, eu permanecia abraçado ao violão...
Já a beira do túmulo eu disse que ainda nos restava uma última homenagem para meu pai e que eu queria conversar com ele. E fui lendo a tradução da música, lendo e chorando, ali do meu lado estavam meus irmãos e mãe (lágrimas). Mas diante de minhas lágrimas se aproximaram Cláudio, Breno e Alê. O Cláudio segurou a letra da música pra mim eu comecei a tocar e as lágrimas vieram e eram muitas e pareciam cortar minha face... parei e respirei fundo... ao recomeçar foi tudo bem... a música é mesmo linda e será para sempre a música de minha vida. Eu ainda cantava quando começaram a descer meu paizinho ( lágrimas ). Mas seu amor permanece comigo em todo lugar que eu vou e ele sabe disse.
Sempre te amarei paizinho... você é parte inesquecível em minha vida. Pra sempre eu vou te amar...

PARTE 20 – A VIDA SEGUE


Agora a vida continuaria, diferente, mas continuaria. Eu sabia do vazio que papai deixara em nossas vidas. E pensei como ficariam em casa... mas a vida tinha que seguir. Fiquei em casa mais quatro dias e voltei, pois eu já tinha que recomeçar no trabalho outra vez. E precisava dar mais tempo à minha relação com o Alê. Afinal os três meses passados haviam sido difíceis pra mim e claro pra ele também.
Mas afinal tudo era mesmo pra dar certo. À medida que fomos nos conhecendo, fomos nos descobrindo e nos identificando um com o outro. Fomos nos tornando amigos, irmãos, camaradas. O nosso namoro era muito diferente de tantos outros que eu via. Tinha hora que eu até pensava que a gente não se gostava a ponto de sentir atração um pelo outro. Mas quanto mais o tempo passava mais nos tornávamos amigos, cúmplices, companheiros e fomos nos tornando amantes apaixonados e comprometidos com a felicidade um do outro. Era e continua sendo muito comum ficarmos horas conversando, as vezes sem mesmo estar grudado um no outro.
Já são mais de dois anos de união e um ano e meio de vida sob o mesmo teto. E pra nós a alegria dos encontros e reencontros de todos os dias a noite é como se fosse o primeiro. Estamos sempre encantados um com o outro. A gente se surpreende todos os dias... e isso é lindo.
É claro que tanto carinho e amor, não está imune a coisas da vida tipo: ciúmes, discussões, e tals... mas sempre achamos graça no final... a gente se ama... se entende e sabe que vale a pena por tudo que já vivemos juntos e por aquilo planejamos viver ainda.

Parte final... a seguir...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Amigos!!!

Então, eu imagino que vcs que estão acompanhando essa minha história de vida já devem estar cansados e pensando mas não chega ao fim nunca? Pois é, quando eu comecei a escrever eu pensei que em 6 ou 8 partes eu escreveria tudo. Mas me enganei feio. As lembranças estão vivas em minha mente, como se tivesse tudo acontecido ontem... Acho que inconscientemente, eu pensava que já havia esquecido grande parte de minha história. Mas escrever tudo isso tem sido uma grande terapia e muito positiva por sinal. Apesar das lembranças trazerem uma certa dor e saudade ( principalmente de meu pai) eu vejo que restou de tudo isso amor e um sentimento de missão cumprida de alguma forma.
Mas está chegando ao fim, mais duas partes e a parte final. Até o fim de semana eu posto tudo. Claro que tem muita coisa ainda, um tanto desse já postado ou mais que vai estar apenas no livro. ( Já recebi até pedido autografado do livro pode...? heheheheh. Mas eu prometo que será um prazer. E depois eu digo qual o objetivo do livro.
Depois para os curiosos heheheh.... vou postar o indíce provisório de meu livro (Uma auto biografia).
Abraços com carinho e amizade, do Jason....
Obrigado por partilharem comigo e por de alguma forma fazerem parte de minha vida. Gosto muito de ler os comments de todos no meu blog.

Minha História Partes 17 e 18

PARTE 17 – O ALÊ EM MINHA VIDA

Dois meses depois daquela conversa com papai conheci o Alê. E foi muito interessante a forma como nos conhecemos. Nesse tempo eu e a Ana Eliza, se lembram? A garota da formatura, minha colega de faculdade estávamos num lance... mas essa história é parte só do livro. E posso garantir que o livro estará mais interessante que o blog.
Aproveitando que estou de férias, estou escrevendo e selecionando o que posto aqui e o que vai ficar no livro. É engraçado como as idéias e os fatos estão vivos em minha mente. Parece que aconteceu tudo ontem. Mas na verdade, acredito que é exatamente por que é uma história de vida, vivida e realmente sofrida por mim, que tudo está assim tão vivo.
Mas afinal onde entra o Alê?
Quatro meses depois de minha formatura eu fora convidado para participar da semana do administrador na faculdade. Eu tinha um cartaz e tanto, pois já havia ajudado nas dos anos anteriores. E eu fora convidado para dar uma palestra com o tema: COMPORTAMENTO E POSTURA X EMPREENDEDORISMO E SUCESSO.
Quando entrei no auditório que tinha mais ou menos uns 300 estudantes, eu senti um friozinho na barriga. De terno e gravata eu parecia alguém na vida. E de alguma forma eu já era. Ali havia estudantes de todas as idades, mais novos e mais velhos que eu. Mas se eu fora convidado é por que eu seria capaz. Passei e fui pra frente. E exatamente na segunda fila, na cadeira do corredor, estava sentado o Alê, até então um play boy qualquer. E eu logo o notei. Ele estava literalmente espojado na cadeira, largado mesmo e mascava chicletes. Usava uma camiseta Calvin Klein, uma calça jeans fashion e um tênis surrado. Com lindos olhos verdes, ele não podia mesmo não ser notado. Os cabelos castanhos arrepiados completava o look do play boy. Apesar dele me chamar a atenção eu pensei: esse não tem futuro! Ele riu e me xingou quando eu disse isso a ele algum tempo depois.
Falei por quase trinta minutos e deixei a galera em alerta, não perdi o pique. Mas o que me prendia atenção era o play boy. Sempre que eu olhava na direção dele, parecia que ele estava sorrindo pra mim. Abri espaço para perguntas e dessas algumas foram inteligentes e desafiadoras, outras estúpidas. Tão logo terminei minha apresentação e dadas as devidas considerações eu sai fora, mas antes ainda olhei bem pra aquele play boy, talvez inconscientemente eu gostaria de revê-lo. E fui. Mas o que tem de ser, sempre acontece. Os dias se passaram. A imagem dele ficara guardada em minha mente. Mas esperança, acho que não tinha nem de revê-lo, mesmo porque eu não iria sair à sua procura.
Mas três semanas depois eu estava no hall central da faculdade, eu acabara de pegar um copo d’água e ainda estava de costas para o bebedouro quando alguém toca em meu ombro. Eu olho e vejo o play boy. Meu coração disparou, as pernas tremeram, mas não perdi o pique. E eu disse:
___ Pois não?
___ Não se lembra de mim? Da semana de administração?
É claro que eu lembrava muito bem e como lembrava! Mas eu disse:
___ É, sua face não me é estranha, mas era tanta gente...
E ele disse:
___ Cara foi o show, foi demais a sua palestra. Você é demais.
E eu disse:
___ Que bom que gostou. Obrigado.
___ Gostei tanto que me apaixonei por você, ele emendou.
Nessa hora eu literalmente me assustei, engasguei e sei lá mais o quê, perdi o fôlego. E ele vendo meu constrangimento disse:
___ Ei, ei, tô só brincando né, também não é pra tanto!
Eu sorri amarelo e vermelho ao mesmo tempo. E meio trêmulo eu novamente disse:
___ Obrigado por ter gostado.
Ao que ele respondeu:
___ De nada. Eu vo nessa! See you! E deu pinta que manjava inglês.
Eu disse:
___ Ok. Bye.
E fiquei ali com o copo na mão e não por mais que dois minutos, fiquei pensando: e se for ele? E se for ele... e corri atrás dele...
___ Ei, ei, eu disse pera ai... Qual o seu nome?
Ele sorriu... Deus do céu que sorriso mais lindo. E ele disse:
___ Pode me chamar de Alê. E logo perguntou: E você?
E eu disse:
___ Mas já esqueceu?
___ É algumas coisas fazem a gente esquecer outras, ele disse.
Não entendi o que ele quis dizer naquela hora, mas depois ele me explicou e eu achei lindo.
E eu disse a ele:
___ Meu nome é Jason. Ele riu e disse: é verdade.
E fiquei assim sem mais saber o que dizer. Mas eu precisava dizer mais alguma coisa e ai eu falei:
___ Olha, eu não sei bem o que dizer, nem se devo mas... mas... é...é... você topa sair comigo?
Ele sorriu, passou a mão nos cabelos e disse: acho que sim, por que não?

(Nosso primeiro encontro, as primeiras conversas, as surpresas..., o encantamento do amor, como que se fosse a primeira vista... estará tudo no livro...)


PARTE 18 – A MORTE DO PAPAI

Fazia dois meses que eu havia conhecido o Alê. Estávamos nos conhecendo e nada assim mais íntimo ainda havia acontecido, na verdade a gente foi se tornando amigos pra depois nos tornarmos namorados e acredito que é nossa amizade que mantém nosso amor assim sempre surpreendente.
Mas entre eu e ele havia a doença de meu pai. E nesse período o papai piorou muito. E eu trouxe ele pra Brasília. Mas ele só ficou uma semana e tive que levá-lo de volta pra casa. Assim na semana seguinte tirei férias pra ir ficar mais perto dele. Eu percebia que era seus últimos dias de vida. Isso me doia, me tirava a paz e me deixava inquieto e impaciente. Assim meu namoro-amizade com o Alê teve que ficar em segundo plano e o que mais me surpreendeu foi como o Alê foi compreensivo e muito paciente e também um grande apoio nesse tempo. Assim fui pra casa de meu pai ficar com ele. Logo que cheguei eu disse pra mamãe que a partir daquele dia eu iria tomar conta do papai a noite e ela dormiria no quarto com minha irmã, assim ela descansaria, eu via que ela estava já sem forças.
Nas três semanas que antecederam a morte de papai o Alê esteve lá em casa nos sábados pra me ver e me dar apoio e minha família o acolhia sempre bem. E papai ficou feliz em conhecê-lo. E um dia me disse: ele é novo, mas é um bom menino. Eu sorri, meio sem graça e disse: eu sei papai. O Alê é dois anos mais novo que eu.
Nossa família se uniu muito com a doença do papai. As vezes ficávamos horas sentados com ele na cama e ele já fraco ainda tinha forças para nos contar alguma estória de sua infância ou pra dizer que nos amava e que se orgulhava de nós. E procurava estar sempre agarrado a minha mão. As vezes eu pensava que ele se sentia em dívida comigo.
Uma semana antes de morrer ele lamentou que não veria nenhum de nós se casar e disse: inclusive você Jason, inclusive você. Achei isso estranho, mas não tinha como conversar mais sobre isso com papai. Ele já estava bem fraquinho. Em sua última semana de vida eu aprendi muita coisa bonita com meu paizinho (lágrimas). E eu sempre ficava surpreso, pois pra um homem que não tinha nem o segundo grau, ele não era apenas um mecânico, era um sábio. E umas das coisas que mais me marcou foi isso:
___ Jason, Jason eu sei que você tem sempre pedido a Deus um milagre. Mas o milagre não tem que ser pra você. Tinha que ser pra mim. E o milagre já aconteceu.
___ Como assim papai?
___ O único milagre que eu sempre pedi a Deus, foi o de ver você retornar pra casa antes de eu morrer. E você voltou, você voltou. Você é o milagre Jason, você é... (lágrimas).
E eu chorei ali ao lado dele. E pensava: de onde esse homem tirou tudo isso que sabe. Tanta luz!
E ele completou:
___ Jason meu filho, você sempre foi homem pra mim, e eu me orgulho de você, muito, muito mesmo. Obrigado por ter tornado feliz o final da vida desse pobre homem. Eu apenas chorava. E o beijei. E ficamos em silêncio. Era de manhã numa segunda-feira. Papai já passava muito tempo dormindo durante o dia, pois as vezes dormia pouco a noite.
Ele dormiu e eu sai do quarto. Fiquei feliz mas ao mesmo tempo triste. Papai estava muito fraco mesmo.
Terça-feira as quatro da tarde papai fica meio impaciente e ofegante eu me aproximei mais dele e o beijei e disse:
___ Tudo bem, tudo bem paizinho eu to aqui (lágrimas... e como isso ainda me dói). E ele se acalmou.
Quatro e sete da tarde ele me disse bem serenamente:
___ Eu sempre vou te amar. Parecia que ele estava muito bem. Sua voz foi clara e não aparentava dor ou cançasso. Mas na verdade ele havia reunido todas as forças que ainda tinha pra me dizer isso: EU SEMPRE VOU TE AMAR. E essa frase continua ecoando em meus ouvidos. Eu chorei ali do lado dele por muitos minutos... papai se despediu de mim da forma mais linda possível. Eu também papai, eu também, pra sempre vou te amar...(Lágrimas)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Amigos!!!

Meus amigos e seguidores, eu e Alê estamos de volta, na verdade chegamos domingo de madrugada. O passeio foi maravilhoso, a Costa do Sauípe é paradisíaca e afrodisíaca também hehehheh... Todo mundo merece passar uns dias lá.
Bom minha vida boa acabou, daqui a pouquinho vou pro meu trabalho e férias agora só em Janeiro snif,snif,snif :(
Mas foi tudo de bom e é bom demais estar de volta também.
Me perdoem pelo engano, na postagem que eu disse que estávamos indo pra Porto de Galinhas, na verda era pra Costa do Sauípe. Eu não sei onde estava com a cabeça... nas nuvens, eu acho, ou era emoção demais... sei lá... me desculpem!
Abraços meu e do Alê pra vcs.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Minha História Partes 15 e 16


PARTE 15 – A FORMATURA: O GRANDE DIA

Nesse dia todos vieram pra formatura. Mamãe amou conhecer o Cláudio, eu fiquei até surpreso e ela agradeceu-lhe muito e o papai também. O clima era muito agradável. Apresentei o Breno pra mamãe e ela também o abraçou, o beijou e disse-lhe: obrigado por amar meu filho. E o Breno chorou, pela primeira vez eu vi o Breno chorar. Eu dei-lhe um beijo no rosto ali mesmo.
E passado algum tempo todos se prepararam para ir à festa. E tudo foi lindo. Ninguém consegue imaginar como foi.
Já era mais de uma da manhã e meu irmão me disse: Jason, como pode tanta mulher bonita aqui e você sozinho? E eu disse: é, e tanto homem bonito também e eu sozinho. Eu to sempre sozinho meu irmão, sempre sozinho. Mas nunca rolou nada com as mulheres? Elas nunca deram em cima de você? Perguntou Pedro. Já Pedro, já. Eu já fiquei algumas vezes. Mas falta química... sei lá. E começou uma música linda. Eu sou apaixonado com essa música ( LOVE IS ALL AROUND – WET WET WET )(Veja em: http://www.youtube.com/watch?v=TQQ6SfPZggw) E essa se tornaria pra sempre a música de minha vida. E nesse momento algo totalmente inesperado aconteceu. A Ana Eliza se aproximou e me chamou pra dançar. Tudo que eu queria era dançar com o Breno mas... fui com ela. Achei que Breno ficou com muito ciúmes, e ele confessara depois...mas nunca que a gente poderia dançar juntos ali, não ali.
Ali dançando, passou um filme em minha cabeça. Eliza é linda, parece uma sereia com seus olhos azuis bem brilhantes. Ela susurrou em meu ouvido: tudo bem! Tudo bem, eu sei! Mas eu te amo assim mesmo, esperei tanto tempo pra te dizer isso. E eu gelei. Mas nesse momento colei minha testa à dela e sua mão na minha, eu trouxe pra junto de meu peito. Meu coração estava disparado. E lágrimas brotaram em meus olhos. Eu não tenho culpa. O que posso fazer? Você sabe, mas entende? E ela disse: você esta sempre sozinho amor...Eu te vejo todos os dias... eu sinto seu coração... Você pode mudar a sua história...
Nessa hora eu pensei que talvez ela estivesse certa e que provavelmente eu seria mais feliz se namorasse uma mulher...mas a música acabou. E eu disse a ela que depois a gente voltaria a conversar e ela me disse eu vou esperar ( o resto da história com Eliza vai estar no livro).
E eu fiz uma loucura, que me deu na cabeça ali naquela hora. Eu olhei o papai sentado numa cadeira, abatido. Meu coração doeu. Ele passou quase toda a festa sentado. Eu fui até o DJ e pedi pra repetir a música que havia tocado a poucos minutos, ele relutou. Era a música que eu havia dançado com Eliza. Até que apontei pra papai e disse é pra ele, ele está doente, muito mesmo e eu quero dançar com ele. Ao repetir a música eu levantei o papai e o abracei e dancei com ele ali bem apertadinho. Ele quase não se mexia, acho que mais de vergonha de que por qualquer outra coisa. Mas ele chorou, na verdade choramos juntos (lágrimas inesquecíveis).

E ele me disse perdão meu filho. E eu: perdão papai... porque?
___ Por ter sido tão ausente em sua vida.
___Oh papai. Não diga isso... quando a música acabou o DJ ainda ensaiou algumas palavras que geraram alguns aplausos e lágrimas em meu pai e em mim. E pouco depois fomos embora...

PARTE 16 – A DOENÇA DE PAPAI

Quinze dias depois eu fui em casa, como já fazia sempre nas sextas-feiras a tarde. Papai surpreendemente me pareceu muito bem. Conversamos, contamos estórias e relembramos fatos no sábado pela manhã. Na parte da tarde papai foi deitar e ai conversei com mamãe.
___ Ele me parece tão bem mamãe. Ele tem se tratado melhor?
___ É meu filho, nesses dias ele tem estado melhor e falado muito em você.
___ Mas o que ele tem mamãe?
___É câncer Jason, é câncer. E não há muito o que fazer...
Eu chorei muito, meu mundo ruiu... mamãe me abraçou e chorou comigo... A partir dali meu mundo ganhou outra cor...
Já era quase cinco da tarde, eu estava sentado na frente da rua, na calçada. E lá veio papai, olhei pra ele, e ele parecia muito bem. Se aproximou e sentou-se perto de mim e conversamos.
___ Meu filho, ele disse. Espero mesmo que esteja e seja muito feliz. Eu me orgulho do homem que você é.
___ Oh papai! Eu nem sei o que dizer. E eu me orgulho de tê-lo como meu pai.
___ Mas sabe filho, você precisa de alguém na vida, não pode ficar sozinho. Na festa seu amigo me disse que você vive sempre sozinho.
___ Eu sei papai. Mas ainda estou novo. Acabei de me formar agora. Agora sim eu vou pensar nisso com mais seriedade. E conversamos mais um bom tempo...
E o tempo passou...
Parte 17 a continuar...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Minha História Parte 14

Foto e arte by Breno Fontes/
PARTE 14 - A SEIS MESES DA FORMATURA NA FACULDADE

Sempre que eu voltava em casa eu via que papai parecia estar mais abatido, mais fraco. E quando eu perguntava, ele dizia que era só cansaço e idade. Mas como um homem de 55 anos poderia falar em idade? Mamãe dizia que papai ia ao médico mas sempre dizia que não tinha nada e que apesar de aparentar-se doente, não reclamava de dor e nem deixava de ir ao trabalho. Eu estranhei e cheguei até pensar que tudo fora causado por mim.
Fora isso eu estava sempre feliz. Reconciliado com minha família e acima de tudo sendo eu mesmo. E o mais importante faltavam seis meses pra minha formatura. Eu estava feliz, mas não completamente. Faltava uma pessoa em minha vida. Eu sonhava com alguém especial e até pedia a Deus por isso. E tenho certeza que Deus ouviu minhas orações...
Eu sou daqueles, como dizia o Cláudio: RARO. Eu preferia ficar sozinho que “ficar que ficar por ficar”.
O tempo foi passando e papai começou a fazer exames mais detalhados de saúde, ele não estava mesmo bem. As vezes estava bem, mas pouco depois estava abatido e desanimado. E o que nunca havia ocorrido começou ocorrer, as vezes não podia trabalhar. Eu tentei levá-lo pra Brasília pra ir em outros médicos, fazer outros exames, mas ele se recusou. Eu insisti tanto que ele fez um trato comigo: vou depois que passar sua formatura. Como faltava bem poucos dias eu concordei, mas isso me deixou bem preocupado. O que papai estaria escondendo da gente...

Minha História Parte 13

PARTE 13 – SEGUNDA-FEIRA NO TRBALHO: A SURPRESA

Quando cheguei no trabalho na segunda-feira, com o cabelo cortado, sem cavanhaque, lentes e óculos, ninguém me reconheceu. Eu cheguei sério e entrei pra minha sala e notei que alguém sempre estava olhando meio estranho. Até que Manuela veio e me perguntou: e você quem é? E o Jason? Não vem? E sem olhar pra ela eu disse sou eu Manu! Ah!? Não é possível menino? Você enlouqueceu? E fez aquele estardalhaço... gente é o Jason, é o Jason... Cláudioooo, Manuela gritou, Cláudioooo vem aqui! O Cláudio vem e me olha e quase dá um treco, daquele jeito todo gay dele (risos). E ele ficou sem entender nada, até que conversamos. Eu realmente havia ficado muito diferente sem aquela fantasia toda. Afinal eu sempre me achava fantasiado. Dessa forma eu tirei um grande peso de meus ombros.
E quando cheguei na faculdade a noite as reações foram as mais diversas porém semelhantes às do trabalho e tome gozação e tinha gente que jurava não estar diante do Jason... mas enfim....eu agora estava mais leve e muito mais feliz, todo mundo mesmo sem saber de minha história, notava minha alegria.
Eu agora, quase todos os fins de semana ia pra casa... e o tempo foi passando...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Até Breve!

Amigos que têm me acompanhado aqui com certa fidelidade brigaduuuuu de coração. Agora vou postar só na segunda de novo ok? Aproveitando que estou 15 dias de férias, vou ter um fim de semana prolongado com o Alê meu gato... a gente merece né... e nesses dias ele tem estado com ciuminho... do blog pode....??? Estamos indo pra Porto de Galinhas em Recife... whoowhoo !!!Abraço a todos... te breve!!!!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Minha História Partes 11 e 12

PARTE 11 – AINDA EM CASA

No sábado acordei por volta das oito e meia. Meu corpo doia. O folgado de meu irmão dormira ali do meu lado e claro ele pensou que estava sozinho na cama, que era de solteiro. Tirei o braço dele de cima de mim, ele resmungou alguma coisa que eu não entendi. Fui ao banheiro e na volta vi minha mãe na cozinha botando a mesa do café, uma mesa simples rodeada de cadeiras velhas. Mas parecia que tudo era perfeito, mesmo meu outro mundo sendo bem diferente, ali pra mim era o paraíso. Voltei ao quarto e tratei de acordar meu irmão, afinal eu queria tomar café com ele. Fui pra cozinha abracei e beijei minha mãe, foi o abraço mais longo de minha vida e o beijo mais cheio de lágrimas, choramos juntos e eu enchuguei as lágrimas dela com minhas mãos. Tudo bem, tudo bem mãe, eu to aqui.
O café foi compartilhado por meu irmão e mamãe. Papai e minha irmã Lívia já haviam ido trabalhar, mas estariam no almoço a mamãe falou. Assim depois do café eu e Pedro saimos para a rua. Alguns curiosos se aproximavam de nós outros ficavam de longe nos olhando. Engraçado que eu me sentia famoso (risos). Passado alguns minutos Pedro me convidou para dar uma volta de bicicleta no bairro. E realmente tudo estava bem diferente. Mas aos poucos eu me sentia no meu lugar. Mas eu já sabia que eu estaria voltando pra Brasília. E reencontrei a Flaviane. Ela chorou e me bateu também, se ela soubesse que eu estaria fugindo de casa naquele dia, ela disse: jamais teria atendido meus pedidos (sobre a carta e o bilhete). Daí eu e Pedro voltamos pra casa já era quase meio dia.

PARTE 12 – ALMOÇO E MAIS CHORO: A HORA DA VERDADE!


Era uma hora quando mamãe preparou a mesa do almoço. Era o mesmo cheiro de antes. Incrível como tudo permanece gravado em nossa mente. O almoço começou alegre e com muitos sorrisos e lembranças de nossas peripécias de infância. Mas depois do doce eu tinha que falar. Afinal eu tinha voltado não só pra revê-los e também não era para jogar na cara de minha mãe que eu tinha vencido na vida e coisa e tal. Acima de tudo eu sabia que estava alí porque apesar de tudo eu sempre quis estar de volta. Resperei fundo e disse:
___Bom gente, é muito bom estar de volta, desde o dia em que sai por aquela porta eu sonhei com esse dia de estar aqui novamente. Da mesma forma por onde eu andei eu nunca fui feliz, sempre estive contente, mas feliz eu sou aqui entre vocês. Esse fim de semana tem sido muita felicidade. Obrigado por me receberem de volta com tanto amor.
Mas cinco anos atrás quando eu sai dessa casa, eu tinha um desafio. Apesar de eu ser um pobre menino de periferia, apesar das feridas que eu abri em vocês e em mim também, tudo aconteceu como tinha que acontecer. Mamãe, do seu jeito, só me fez bem (lágrimas). Quando ela me disse que eu só poderia morar nessa casa se fosse homem o suficiente, tenho certeza que assim como eu, ela não sabia o que isso significava. Eu não sabia e acho que ainda estou construindo isso. Mas batalhei duro pra poder voltar aqui hoje. Eu trabalhei duro, sofri, chorei muitas noites e quase sempre choro. Mas eu estou vencendo aos poucos e “eu nunca tive que fazer nada feio ou supostamente errado”, nunca usei droga, nem roubei e nem vendi meu corpo (lágrimas coletivas)...
Deus colocou em meu caminho pessoas maravilhosas que me fizeram ser quem eu hoje sou. E pra mim hoje ser homem o suficiente é isso: ter coragem de estar aqui diante de vocês abrindo meu coração. Papai chorou muito nessa hora... e minhas lágrimas escorriam sem parar também enquanto os outros as vezes soluçavam. Hoje eu quero que vocês saibam que eu sou sim homossexual, mas sou homem, tenho cárater, dignidade. Sou honesto e justo com as pessoas. Posso não ser o modelo de pessoa. Mas quem é? Eu nunca ganhei nada de mão beijada na vida. Eu sofri, ralei mesmo. Estudei, não abri mão de aprender e ter uma profissão, estou quase concluindo minha faculdade, sou independente. Tenho uma vida decente e de muito respeito por mim mesmo, por meus amigos e por vocês.
E mesmo que doa muito em vocês, porque dói em mim também, hoje eu sou o homem que devo ser. E você mamãe, mesmo tendo sido da forma errada, você me fez ser quem eu sou. E saibam que estou muito feliz.
E pra terminar, saibam que pra mim, indecente e imoral pode ser muitas coisas. A violência, o preconceito, a guerra que mata inocentes, a fome que mata crianças em tantas partes do mundo, a corrupção e tantas outras coisas... Mas amar? Amar é divino, é humano...(lágrimas coletivas).
Papai, Pedro olhem pra mim, eu não tive a mesma chance que vocês. Eu não escolhi ser quem sou. Mas estou feliz. Olhem pra mim, vocês conseguem ver o homem que sou? Conseguem? Eu sou apenas mais um homem que gosta de outro ( lágrimas), meu irmão se levantou e me ofereceu um copo com água e me abraçou.
Eu me orgulho de vocês, amo vocês do fundo de meu coração. Quero que vocês façam parte de minha vida daqui pra frente. Tudo que eu preciso é do amor de vocês, que vocês se orgulhem de mim se puderem, que me perdoem pela dor que causei em vocês. E se vocês me aceitarem eu sempre estarei com vocês.
Como assim perguntou papai?
___Papai, estou fazendo faculdade, já quase no fim. E tenho meu trabalho em Brasília, morar aqui novamente agora não dá mais. É impossível, ele chorou muito... acho que ele já sabia que estava doente.
Já era quase cinco da tarde quando saimos da mesa todos cansados de chorar. Mamãe e minha irmã não haviam dito nada. Eu fui pro quarto e dormi por mais de meia hora. O fim de semana foi longo e maravilhoso, cheio de tudo, alegria, perdão, amor, lágrimas e despedidas também. No domingo, logo depois do almoço eu voltei pra Brasília e prometi que voltaria sempre e dali pra diante eu realmente sempre estava em casa. Mas alguma coisa me preocupava no papai, mas ele nunca se abria comigo...
PARTE 12 a continuar...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Minha História Partes 9 e 10

PARTE 9 – O ANTIGO NOVO VISUAL E O RETORNO A CASA

Logo que terminou as aulas, meu coração gelou. Era tudo que eu queria, mas deu um medo enorme. Mas não falei nem com o Cláudio nem com o Breno sobre meu plano, agora eu queria agir sozinho. Era hora. E assim foi. Pedi pra trabalhar só até meio dia na sexta-feira. Logo que sai do trabalho passei no salão e radicalizei. Cortei o cabelo que sempre esteve à altura do ombro. Cortei baixo nas laterais e arrepiei por cima. Cheguei em casa tirei também o cavanhaque que já me acompanhava por mais de 2 anos. Retirei as lentes e dessa vez era para sempre, pois nos últimos anos eu sempre as usei. Parecia que eu nem lembrava da cor dos meus olhos. E claro nada de óculos fashion também. Larguei literalmente a fantasia. Quando estava pronto pra sair, me olhei no espelho. Eu queria tanto ser homem o suficiente... mas será que era eu mesmo? Será que eu já era esse homem? Pensei... vou ou não? Como desistir agora no meio do caminho.
Já era por volta das quatro horas da tarde quando sai de casa. Tomei o ônibus pra minha cidade e ainda pensei: já imaginou se alguém me reconhecer justo agora? Bobagem. Daí a pouco cheguei na minha cidade. No centro, tudo tão diferente de cinco anos e meio atrás. Já havia passado das cinco e se nada tivesse mudado, todos estariam em casa. Peguei um taxi e disse pra onde me levar. Fui arregalando os olhos, muita coisa estava diferente. E eu disse com voz trêmula: faz tanto tempo que não venho aqui, tudo esta diferente e o motorista disse: é a cidade cresce rápido e as coisas mudam. Em 15 minutos chegamos em frente a minha casa, que era a mesma, só a cor havia mudado. Paguei o taxi e desci. Já estava começando a escurecer ( lágrimas ). Me lembro como se fosse hoje. Respirei fundo e toquei a campainha e isso já era novidade naquela velha casa no fundo do quintal. Minhas pernas começaram a tremer... daí a pouco uma mulher aparece na porta e vem lentamente em minha direção. Era mamãe que de repente me reconhece e corre abrindo o portão, foi um desespero (lágrimas) e me abraça e começa a gritar o Jason tá aqui, ele voltou, meu filho voltou. Todos saem correndo de casa. Meu irmão ao ver-me, me abraça e fica aos berros gritando o junin voltou, ele tá aqui! Ele tá aqui. Alguns vizinhos se aglomeraram em frente do portão. Meu irmão me abraçava e me dava cascudos. Papai chorava discretamente e me abraçava. Todos nós chorávamos. Que noite! Que longa noite!

PARTE 10 – DEPOIS DA CHORADEIRA A HISTÓRIA

Entramos pra dentro de casa. Na rua o movimento de curiosos foi grande e meu irmão esteve por lá um pouco, ele não se continha de alegria. Mamãe foi preparar o jantar e todos nós ajudamos. Meus irmãos sempre me beijavam. Até que minha irmã disse pensamos que você havia morrido. O papai como sempre mais calado. Mas eu via que ele sempre enchugava as lágrimas.
Fomos jantar já era mais de nove da noite. E foi um jantar especial. Ficamos à mesa até tarde eles me perguntavam mil coisas. E meu irmão ficou indignado quando soube que eu estava o tempo todo muito perto. Falou até em processar a polícia (risos) e eu disse eu me escondi e disfarcei muito bem. E mostrei fotos, muitas fotos. Eles não acreditavam. É não dava mesmo pra te reconhecer disse meu irmão. E eu pensei: como é bom esta aqui agora... a hora já ia longe... era hora de se preparar pra dormir. Papai dava ares de cansado.
Quando entrei no quarto notei minhas fotos ainda na parede. As camas ainda eram as mesmas e bem mais velhas... mas aquilo era o paraíso. O mesmo cheiro... mamãe trouxe toalha de banho e me lembrei da cena de quando eu ia saindo daquele quarto. Tomei banho e me deitei. Quando meu irmão chegou do banho eu já cochilava. Ele me perguntou já ta dormindo?
___ Eu disse: não.
___ Ele se aproximou e disse: chega pra lá. E foi deitando ao meu lado. Se lembra de quando a gente tinha dez ou doze e que dormíamos na mesma cama? Eu disse sim. E passou um filme em minha cabeça em questão de segundos.
___ Eu senti muito sua falta. Nós todos sentimos e sofremos. Você não vai embora de novo, vai?
___ Eu tenho que ir.
___ Mas porque? Seu lugar é aqui. Não tem nada a ver...
___ Nada a ver o quê? Eu perguntei.
Eu sei porque você foi embora. A gente te ama assim mesmo. A mamãe apenas não soube como lidar com a situação naquela época. Hoje tudo mudou. Ela fez terapia para superar o sentimento de culpa e a perda. Mas isso nunca aconteceu. Todos nós tivemos que ir em encontros de terapia. A mamãe nunca mais foi a mesma. Ela chora sempre.
___ Eu também Pedro, eu também choro. E dormi. Ainda notei, já adormecido que Pedro queria conversar mais. Mas como eu havia adormecido ele apenas me beijou na nuca e percebi que ele permaneceu ali do meu lado...
parte 11 a continuar...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Amor em DóMaior

Alê,
Você não se cansa de me surpreender... talvez seja por isso que sempre existe novidade em nosso amor. Eu gostaria mesmo de poder entender o que eu fiz pra merecer tanto carinho, tanta ternura, amizade e amor. Nosso diálogo ou discussão sempre termina da melhor maneira possível... porque a gente sabe que nosso amor vale a pena. E enquanto nós nos mantermos sonhando juntos e partilhando um do sonho do outro nosso amor vai durar... quero sonhar com você todos os seus sonhos porque você sempre sonha comigo nos meus...te amo muito and you know that! Obrigado pela surpresa linda de hoje, você é o máximo!!!bjus,bjus!!!


Amigos que acompanham meu blog, desculpa colocar aqui partes de minha vida com o Alê. Mas quero que saibam que vale a pena acreditar num grande amor, verdadeiro e sincero, vale a pena mesmo! E pra vcs que estão acompanhado a história de minha vida, daqui a pouco o Alê também entra na história... abraço pra todos.

Jason&Alê






Minha História Partes 7 e 8

PARTE 7 – O CLAÚDIO EM MINHA VIDA

Um verdadeiro anjo e um grande amigo. Morei no apartamento dele de junho de 1999 a maio de 2004. Ele na época tinha 28 anos de idade. E além de se tornar um grande amigo e confidente, partilhamos nossas histórias de vida, nossos sonhos e conquistas e ele sempre me motivava e dizia: nunca tenha medo, nunca! Mas ele raramente falava da família dele. Eu via que seus pais e uma irmã ligavam algumas vezes. Ele as vezes ligava também. Nesse tempo que morei na casa dele, ele foi visitar a família apenas três vezes.
O Claúdio sempre me ensinou coisas boas, sempre me motivou. E esse tempo que estive na casa dele pra mim foi uma outra faculdade. As coisas que aprendi ali eu as tenho guardadas no coração e vão permanecer pra sempre. Ele sempre me ensinou a me valorizar a nunca me expor e que nunca deixasse que me usassem. E isso pra mim sempre valeu ouro. Foram essas coisas que me mantiveram no propósito de ser o que hoje eu sou. Foi assim que eu pude provar pra mim mesmo e pra minha mãe que ser homem o suficiente, não tem nada a ver com orientação sexual, mas sim com postura de vida.
Essa meia obsessão, fez com que meus relacionamentos não dessem certos, eu era exigente demais e quase sempre os objetivos eram muito opostos.
No início de meu segundo ano na faculdade o Cláudio me conseguiu um estágio na repartição de trabalho dele. O estágio depois foi renovado por mais seis meses e no fim de um ano eu fui contratado. Parecia que o universo conspirava a meu favor. Mas nem tudo foi flores. Se eu resolvesse falar das perdas, dos fracassos, seria pior. Mas afinal eu estou falando de coisas boas... Deus colocou pessoas boas na hora certa em minha vida. Tudo que sou devo ao Cláudio e ao Breno, minha história certamente seria outra sem eles. Se tenho mérito... eles também! Eu e o Breno éramos amigos já a muito tempo. As vezes a gente ainda ficava, mas era mesmo carência e uma certa saudade.
O Cláudio era de fato meu anjo da guarda. Era ele que respondia por mim em tudo. Ele era o irmão mais velho, o responsável ou o tio ou primo, era tudo que eu precisava que fosse e ka entre nós muito gay rsrsrrsrs. Eu sempre falava com ele: tu é muito gay e ele me dizia: fazer o que né? Não tive a sua sorte! A gratidão que tenho por ele é eterna e não tem preço, ele sabe disso. Mas eu não poderia ficar mais embaixo das asas dele...
Assim, em outubro de 2003 eu decidi que precisava morar sozinho, isso me ajudaria a me situar melhor no mundo. Eu ainda era muito dependente dele e muito protegido também, mas nunca sufocado. Ele sempre me deixou livre, tenho que ser justo. Mas morar sozinho e conquistar meu espaço era uma meta que eu não podia abrir mão. Quando falei com ele sobre isso, a princípio ele não concordou, achou que eu não estava sendo justo e na verdade não parecia mesmo. Mas depois ele entendeu o quanto importante isso seria pra mim no meu processo de ser homem o suficiente... pra viver sozinho. Então ele me apoiou e até me ajudou a encontrar e a alugar um flat ( pequenino) mas bem bonitinho e perto de onde ele morava. Ele me disse: é melhor aqui pois eu quero te ver todos os dias, e eu disse: oh Cláudiooooo, a gente trabalha juntos... ah é... ele respondeu (risos).

PARTE 8 – MORANDO SOZINHO

Apesar de eu ter me decidido morar sozinho, não foi algo que aconteceu logo. Só em maio de 2004 eu finalmente me mudei. Nesse dia o Claúdio chorou. E mais uma vez me lembrei do dia em que sai de casa. Passou um filme em minha cabeça outra vez. Já havia se passado 5 anos desde que eu saira de casa e naquela hora eu tive a sensação de que ninguém nunca havia se interessado em me encontrar. Será que teriam desistido de mim? Eu estava tão perto de casa... as vezes eu desejava ser encontrado, só pra ver o que aconteceria.
Até o Breno havia sumido, fazia uns seis meses que eu não o via. Ele me ligou apenas duas vezes nesse período e eu devo ter ligado umas duas. O Claúdio as vezes me dizia que ele estava bem. Mas eu sentia saudade dele também. Mas pra minha surpresa, lá estava ele no dia de minha mudança. O Cláudio o havia avisado. Assim os dois me ajudaram a carregar as poucas coisas que eu tinha. Mas o Cláudio havia combinado com os amigos de fazerem um happy hour em meu flat para inaugurar e os 12 convidados teriam que levar algum utensílio, cara foi legal!!! Foi um charme.
Era uma hora da manhã quando os convidados começaram a sair. Ficou apenas o Cláudio e o Breno. Um pequeno silêncio... e agora? Acho que todos pensaram assim ao mesmo tempo. E eu agradeci a eles por tudo. Mais uma vez minha única família nos últimos anos estava ali do meu lado e eu saindo de casa outra vez... eu fiquei imaginando: o que seria de mim sem eles? Será que eu teria sobrevivido? Não, eu certamente, teria voltado pra casa numa situação pior e mais vergonhosa ainda...
Quando eu termineir de agradecer o Cládio chorou de novo, mas me disse que era de felicidade. E no fundo era mesmo. Ao me ver vencendo ele também se sentia um vencedor. Era como se ele tivesse me adotado como filho. Ele disse que ia embora, se despediu de mim e do Breno que havia apenas cochichado em meu ouvido algo como: quero ficar com você essa noite. Eu apenas sorri em retorno e me lembrei do dia em que cheguei na casa do Cláudio. Eu e o Breno fomos tomar banho, depois nos deitamos, já era quase três da manhã mas foi muito bom e logo dormimos...
No sábado levantamos mais tarde. Daí a pouco o Breno se foi e sumiu por mais alguns meses. A tarde, já organizando as coisas e planejando os próximos passos, me deu um aperto no coração, medo, incerteza... e eu decidi que já era hora de voltar atrás e rever minha família, acontecesse o que acontecesse, mesmo que eu fosse escurraçado de casa de novo eu deveria fazer isso. Mas quando? Eu estava estudando e trabalhando. Assim decidi que logo que terminasse o semestre da faculdade, num fim de semana. Faltava pouco tempo, estávamos em maio. Nesse tempo fui me preparando psicologicamente para as mais diversas reações possíveis...
Parte 9 a continuar...

Minha História Partes 5 e 6

Parte 5 - NOVO DIA, NOVA VIDA, NOVO VISUAL

No sábado levantamos já quase nove da manhã, foi maravilhoso acordar ao lado do Breno, era a primeira vez, foi tão legal vê-lo ali do meu lado cuidando de mim, me protegendo, ele me amava de verdade, só podia ser amor.
Acho que o Claúdio passou a noite imaginando coisas e criando formas de me esconder. Já de manhã ele tinha todo um plano montado. No café ele falava, o Breno ria de seus jeitos e eu arregalava os olhos... Mas tudo que aconteceu comigo nos cinco anos e meio que fiquei sem ver minha família, só aconteceu por causa do Breno e do Claúdio, eu devo tudo a eles. Ele planejou uma vida nova e um visual novo e me garantiu que eu poderia andar sem medo por todos os lados, na verdade eu tive medo por muito tempo, mas quanto mais o tempo passava, mais o medo ia se desfazendo.
O Claúdio é funcionário público na área da educação e muito bem relacionado. Em outra parte falo mais dele. Assim naquela tarde de sábado, ele me levou num salão e mandou clarear mais o meu cabelo e fazer luzes. Pra mim que já tinha os cabelos castanhos, achei que ficou legal. Dali me levou para escolher óculos, sem grau, mas bem fashion, escolhemos um legal de armação preta para contrastar com as luzes do cabelo. E a noite ele me deu um par de lentes verdes, pois meus olhos sãos castanhos, no início eu relutei, mas acabei cedendo. A noite saímos, ele me apresentou a alguns amigos e eu fui o centro das atenções, mas ele não disse nada de minha história de fuga, aliás isso ficou todo o tempo entre eu, ele e o Breno, que ao me ver se assutou como meu novo look. Até eu estava me sentindo estranho era como se outro cara tivesse entrado em mim... Mas na verdade tenho que reconhecer que o Claúdio fez milagres. Naquela noite, quando voltei pra casa eu me olhava no espelho e nem eu mesmo me reconhecia, era literalmente outro Jason.
Uma semana depois eu já estava numa sala de aula, de uma escola particular e o pior com um nome falso. Eu agora seria o Jean Paulo. Parece coisa de novela, mas é verdade e tudo isso me custou muito sofrimento, dor, medo, tristeza (lágrimas) até hoje eu choro quando lembro de tudo que passei.
Todos os dias quando eu deitava eu pensava em minha família. Já havia passado uma semana. Como estaria sem saber onde eu estava? O que estaria fazendo? Estariam tristes e me procurando? E a polícia estaria mesmo empenhada em me encontrar? E se me encontrassem? O tempo foi passando. E eu até estava contente. Mas feliz eu nunca mais havia sido desde o dia em que saí de casa. Minha felicidade só voltou no dia em que eu os revi, cinco anos e meio depois. Foi muito tempo, eu sofri, só eu e Deus sabemos. Ninguém pode imaginar o quanto de lágrimas eu devo ter chorado no escuro de meu quarto. O tempo foi passando apesar de tudo eu fui me acostumando com a situação. Deixei o cabelo crescer um poco e o nome Jean já fazia mesmo parte de minha nova identidade. Até o Breno as vezes me chamava de Jean. E também minha relação com ele chegou ao fim. A gente se gostava muito, mas tínhamos pouco tempo para nos ver. Hoje somos dois grandes amigos, amigos que se amam. O Breno fez tudo que alguém que diz: “eu te amo” deveria fazer por seu amor. Ele me provou isso muitas vezes. E o tempo passou...


Parte 6 – MINHA FORMATURA DE 2º. GRAU

Eu sempre quis ter uma festa de formatura. Mas eu só apareci no baile. Na colação de grau mesmo eu não poderia ir. Essa parte do porque, seria longa demais para explicar. Novamente o Claúdio fez milagres pra meu histórico e diploma sairem no meu nome verdadeiro e ainda ficar em sigilo absoluto. Eu teria que ter esses documentos no meu próprio nome ou mais tarde me daria problema. Em uma outra parte vou falar como foi a história de minha carteira de identidade. Se meu diploma e histórico não fossem expedido em meu nome verdadeiro eu teria que ser o Jean Paulo pra sempre, afinal eu iria fazer faculdade e já na faculdade meu nome foi o real.
Eu já acostumado com o novo visual, que já passado mais de dois anos nem era novo mais, a única novidade é que acrescentei um cavanhaque em meu visual, assim eu vivia como se tudo estivesse normal. Mas em cada faze nova o medo me assombrava e eu sabia que eu ainda não havia alcançado meus objetivos todos. E no fundo eu sabia que eu era aquele menino pobre, da periferia da cidade. Eu ia completar 18 anos e ia fazer vestibular. E isso era agora o mais importante pra mim. No dia em que eu peguei meu histórico e diploma, ali morreu o nome Jean. Mas o medo aumentou em minha cabeça. Assim fiz inscrições em três faculdades, apesar do medo eu nunca desisti das metas traçadas.
Passados esses dois anos e meio, eu ainda trabalhava entregando marmitas e jornal, mas estava prestes a conseguir um trabalho de office-boy que um cliente de jornal estava me arrumando. O Claúdio disse que me arrumaria um trabalho, mas o tempo foi passando e ele nada. Até que um dia eu ouvi ele dizendo pro Breno que eu deveria ralar mesmo. Pra valorizar minhas conquistas e ele estava certo. Mas um tempo depois ele me arrumou um trabalho, mas falo disso depois.
Apesar de já ter passado dois anos e meio que eu saira de casa, quase todas as noites eu ainda chorava de saudade e as mesmas perguntas se passavam em minha cabeça: como estariam? Teriam desistido de mim? Estariam sofrendo? Muitas vezes eu pensava em desistir e correr pra casa de novo...
Fiz três vestibulares e passei em dois e fui fazer administração. Na faculdade pra todo mundo eu era o Júnior ou o júnim... e logo, logo eu comecei a trabalhar de office-boy, o trabalho não era lá essas coisas, mas era melhor que entregar jornal pela manhã e marmitas no almoço... e quando estava chovendo... eu sempre saia de casa cedinho 5 da manhã pegava os jornais e era uma longa jornada... mais tarde um pouco as marmitas. Já como office-boy e na faculdade eu já começava a sonhar com algo melhor... eu queria logo fazer um estágio em minha área de curso. Mas o tempo foi passando...e lá se foi o primeiro ano de faculdade.
Parte 7 a continuar...

domingo, 3 de maio de 2009

Minha História Partes 3 e 4

Parte 3 - A SAIDA DE CASA

Sexta-feira a tarde. Arrumei minhas coisas numa mochila. De manhã antes de meu irmão ir para o trabalho despedi dele com um abraço e ele passou a mão na minha cabeça. Éramos e somos bons amigos. Não vi o papai que já havia ido trabalhar. Fui até uma lojinha onde minha irmã trabalhava e dei um beijo nela e ela me disse se cuida e... juízo junior!
As três da tarde era hora de sair. Fiquei no quarto, respeirei fundo senti o cheiro de tudo, de minha cama, de minha toalha da semana. Abracei o travesseiro de meu irmão, olhei pros lados e saí, fui até a cozinha e disse: “to indo mãe ( lágrimas ) e ela respondeu: vai com Deus! Eu queria, apesar de tudo abraçá-la. Mas ela nem se virou pra mim.” Fazia três semanas que ela me ignorava, que não me abraçava, que não me tocava. Me afastei engasgado, triste, agoniado e com o coração em pedaços. Eu sabia que estava indo embora, que se tudo desse certo eu não voltaria naquela casa por um longo tempo. O que aconteceria comigo? Onde eu estaria indo parar? O que aconteceria com minha família? Tudo isso se passou em minha cabeça de menino de 15 anos.
Mas eu tinha um propósito. Já tinha chegado até ali, eu iria agora até onde desse. Eu estava decidido a provar pra minha mãe que eu era homem o suficiente e que se ainda não fosse eu seria. E fui andando. Minha mãe ainda iria se orgulhar de mim ( e isso aconteceu ). Tomei o ônibus pro centro de Brasília onde o Breno estaria me esperando. E nessa hora tive medo dele não estar lá.

Parte 4 - UM VERDADEIRO ANJO EM MINHA VIDA

Cheguei ao centro de Brasília era mais de quatro horas da tarde naquela sexta-feira entristecida. O dia já se acabava e muito sombrio.
O Breno me esperava, ele me abraçou como sempre fazia, com carinho e ternura. Me levou pra lanchar e daí a pouco fomos pro lago norte. Já era cinco e meia quando tocamos a campainha do terceiro andar de um prédio qualquer, eles eram todos iguais pra mim. Em instantes a porta se abriu. Um rapaz bonito abriu a porta. Mas ká entre nós, ele era muito gay (srsrsrrsrsrs). Tipo assim seus jeitos e trejeitos davam na cara. Totalmente diferente de mim e do Breno. Mas ele foi muito educado e atencioso comigo, disse que me ajudaria e que faria de tudo para corrigir aquela injustiça. E que se dependesse dele, ninguém mais iria me ferir.
Ficamos os três conversando por um longo tempo, ele nos ofereceu sorvete. E aí o Claúdio, esse era o nome dele, me perguntou: como um rapaz lindo como você pode ser gay? Eu logo disse e vc? Ele riu e disse: entendo. E eu completei: sabe eu apenas gosto de homem e novamente ele riu e dessa vez o Breno também só que junto o Breno me deu um selinho. E quais são os planos do homenzinho que gosta de homem? Ele perguntou. Eu fiquei mudo, não sabia, não tinha. Tudo que eu precisava era ter saído de casa. Então respondi: nao sei ao certo, mas preciso ficar um longo tempo longe de casa e da minha família, até que eu seja homem o suficiente, eu completei. E o Claúdio perguntou como assim? Foi longa a conversa para explicar toda a história.
Nessa noite o Breno dormiu comigo. Dormimos juntos, mas nada rolou, eu estava muito tenso e morto por dentro. Depois do banho, quando me deitei ao lado do Breno, eu chorei e ele foi super carinhoso comigo...
Parte 5 - A continuar