sexta-feira, 22 de maio de 2009

Tudo tem seu preço!

Restrospecto – O que você me diz sobre...

Amigos, nessa semana estive conversando com o Alê sobre o meu blog, sobre os posts e os comentários de todos. Lemos vários comentários juntos. Foi muito bom ver como muitos de vocês acompanharam partes de minha vida. Como seguiram com interesse.
Eu pude perceber o quanto, muitos desejam um grande amor como o meu e do Alê e do fundo do coração, tanto eu quanto o Alê desejamos que cada um, possa um dia encontrar esse amor. Eu pude perceber também que alguns chegaram, claro, tomados pela compaixão e até mesmo por identificação nos ver como modelos de casal. Não. Não somos, podemos no máximo deixar claro que nosso amor está acima de rótulos, clichês ou qualquer outra coisa. Não temos, nem eu e nem o Alê a intenção de sermos garotos propaganda de um modelo de amor que deu certo, ou que pelo menos está dando... Essa história que partilhei com vocês, é toda ela verdade. Pode parecer épica, pode parecer um conto dramático com final feliz, mas não é nada disso. Eu sei o quanto sofri para chegar onde estou hoje e o Alê nesses dois anos e pouco que está comigo partilha comigo até hoje de minhas dores, de minhas inseguranças. E ele tem as dores dele também, as quais de coração aberto e generoso divido com ele. Vocês se perguntaram alguma vez como é a vida desse grande cara? Será que foi fácil pra ele? Aliás, é fácil ser gay e conquistar respeito pra alguém? É ou foi fácil pra você?
Eu não tive nunca a intenção de vender uma imagem bonita e perfeita de nós dois. Mas nossas mentes são criativas, temos esse poder incontrolável de criar e imaginar as coisas e isso é bom. Mas saibam que somos dois caras normais, trabalhadores, estudiosos e até bem caretas também. Gostamos muito de ficar em casa se curtindo, comendo pipoca. As baladas e boates são coisas que curtimos raramente. Gostamos de viajar, ir ao cinema, gostamos de conversar, de fazer planos, somos sonhadores. Talvez seja coisa da idade...
Essa imagem bonita que muitos talvez criaram, talvez exista sim, porque a gente se ama e curte isso. E o amor é bonito. Porque a gente é tanto amigo quanto amantes compromentidos com a felicidade um do outro. Mas não deveria ser esse o propósito de todos que se aventuram numa relação a dois, independente se hétera ou homo?
Essa história maluca de postar num blog a minha vida, rendeu mais do que eu imaginava. Além dos inúmeros amigos blogueiros pelos quais tenho imenso carinho ( vocês não conseguem imaginar quanto ) muitos outros amigos surgiram apenas por que tiveram acesso ao blog, em um número também expressivo. Andei recebendo inúmeros e-mails comentando, fazendo perguntas. Convidando para eventos gls e tals. E eu nunca quis isso e nem tenho essa intenção. Na minha vida pessoal e com minha família tudo anda bem resolvido. Mas por outro lado a família do Alê, apenas nos suporta, não nos ama nem nos aceita. (Mas seria demais, querer isso né? Ou não? Nem sei se mereço. E de qualquer forma é egoísmo meu pensar: se eu mereço. Me dói o coração é ver que esse fato da Família do Alê não nos aceitar como minha família nos aceita, é uma ferida aberta no peito dele... mas vamos falar sobre isso depois.
Então, o projeto do livro está andando bem. Já tenho propostas de 3 editores. Mas ainda não decidi quem vai editar. A única decisão já tomada é quanto aos direitos autorais, mas falo sobre isso em outro post. E além do livro e convites para pequenos eventos, apareceu também pedido para entrevistas numa pequena revista gls, na verdade foram dois convites. Mas ainda estou pensando sobre isso e junto do o Alê, e com cuidado. É minha vida e a dele que está em foco. O blog, por mais aberto e democrático que seja, é apenas virtual. Enquanto que aparecer num evento, numa revista ou jornal já é outra história...
Talvez agora alguém venha a me dizer que talvez eu seja covarde e esteja querendo me esconder. Pode até ser. Mas antes de tudo eu não estava preparado para essa repercursão que no fundo acaba sendo bem passageira. Amanhã estamos todos em busca de uma outra novidade. E isso é bom, a vida é assim. Segundo, eu tenho que pensar em minha relação pessoal. Valeria a pena? Se coloque no meu lugar. O que você faria? Se você está lendo esse post, eu quero a sua opinião. Você colocaria a sua cara numa revista ou num jornal GLBT, junto com seu namorado? Ignoraria os problemas familiares? Ou a incerteza e o medo de seu parceiro? É possível medir as consequências?
O que você me diz?
Tanto eu quanto o Alê gostamos das perguntas propostas para entrevista, as achamos interessantes. Até nos empolgamos com esse negócio de entrevista. Mas tem os prós e os contras. E eu até postaria as perguntas aqui. Mas nada além disso, pelo menos por enquanto. É que o editor do jornal e revista quer colocar fotos nossas, junto da entrevista. Sugerimos que colocasse fotos públicas de modelos e tals, e talvez essa seja uma alternativa que ele ( o editor ) está pensando. De qualquer forma quero que saibam que essa história toda tem mexido muito com minha cabeça e do Alê também...
Você arrisca a me dar a sua opinião?
Te abraço de coração, Jason.

10 comentários:

Ryan disse...

Dividindo o seu post em partes, quero comentar sobre o primeiro assunto abordado! Concordo plenamente com vocês... Não há que se falar em casal modelo, ou referencial! Quando um amor verdadeiro acontece ele muda nossas atitudes por si só, de forma livre e espontanea...

Uma vez eu disse em meu blog:

"O amor bonito é aquele que nos transforma no melhor que podemos ser"

E quando isso acontece de forma saudável, com respeito e dedicação... Bem, ai não tem como não dar certo! É tiro e queda. Mas de fato não podemos deixar de pensar que ser reconhecidos como algo positivo, algo bonito e que deu certo... ou melhor, como algo que gostaria de ter ou ser [bem, isso dá para enquadrar no caso dos dois não?]

;DDDDD~

Tenham um ótimo final de semana

≈ João Pé-de-Feijão ≈ disse...

Huum... questão pressionante!

Eu pesaria e pensaria da seguinte forma (o que não garante que eu tomaria a melhor decisão):

* Se eu considerar a minha relação com meu companheiro, e de nós com nossos familiares, e isso (da foto) de alguma forma colocar em risco todas essas relações que hoje podem ser mais estáveis do que em outros tempos, eu não toparia.

* Se eu pensar mais amplamente, considerando a coragem de se expor em prol de um objetivo que pode ser tomado como coletivo e até de alguma forma um exemplo, posso contribuir para fortalecer (e até criar) uma imagem nova para tantas outras histórias similares ou até piores do que a minha...talvez eu topasse.

E não vejo vocês com uma idelização de um sonho mimetizado das relações heterossexuais.
Vocês me são a representação do novo amor do mundo: recebi uma apresentação em PPT perfeita que explica isso tudo que quero dizer mas nao cabe aqui.

Eu tenho um grande amor. Como diz aquela frase: eu tenho filosofia, brisa, quindim, suor ... =) E nossa relação me parece muito madura, nada idealizada.

Eu sou um carinha muito covarde, tímido e medroso.
Mas mesmo assim uma vez eu sai no jornal: dei minha opinião sobre a derrubada de árvores no centro de Belém. =} kkkkk
Tiraram uma fotinha e tudo !

Acho que se o livro VAI ser publicado, seria mais comercial (hehehe), que vocês topassem aparecer no jornal.
Depois, vai ser uma coisa de momento, imediata. Logo, logo, o fato de ter saido no jornal por si só será superado, e o que vai ficar é a significação disso para a história de vocês.

\o/ ufa, acabou!

Pedro Antônio disse...

Puxa, Jason!

Valeu demais pelo comentário!
Eu é que fico feliz com sua presença e espero que goste sempre dos posts do blog.

É muito bom ser querido pelos amigos blogueiros e tenho certeza de que você também tem recebido de todos uma vibe pra lá de positiva.

Aguardamos novos capítulos felizes da sua história!

Um forte abraço!

Pedro Antônio

Lis disse...

Jason,

Conheci seu blog pelo GayAlpha... Tenho acompanhado todos os seus posts.Esta é a 1ª vez que comento.Quero deixar claro que o comentário que deixarei aqui é minha opinião e que a decisão independente de nossos comentários é exclusivamente sua e do Alê.Em primeiro lugar, acho linda sua história,cheia de coragem,amor,perdão,sinceridade...Sou uma romântica incurável e amei sua história com o Alê...adorei o insight que vc teve de ir atrás dele para convidar para sair,vc não deixou passar a oportunidade por medo ou receio do que poderia vim ou não acontecer...
Quanto ao livro, parabéns pela iniciativa de relatar sua vida com o intuito que é possivel ser bem sucedido profissionalmente e emocionalmente independente da identidade sexual...Agora, quanto a entrevista no jornal com fotos sua e do Alê acredito que vc deve ter cuidado,pois não envolve apenas vc mas o amor da sua vida e a familia dele...Será que isto não entornará mais o caldo? E expor sua intimidade ( fotos,local de trabalho...) vai trazer beneficio real? ou apenas vendas de exemplares da revista? Tem tanta gente invejosa hoje Jason que dá medo expor a felicidade!! Vja o exemplo daquele casal do exercito, mudou alguma coisa? Pra ser sincera, a única coisa que gerou principalmente para eles foi dor, tristeza, humilhaçoes e mágoas...
Pense bem, reflita...Vemos tantas entrevistas boas,expressivas,impactantes e muitas delas não tem foto dos entrevistados e nem assim ela deixa de obter o propósito para o qual ela foi escrita...
Bjussssssss para vc e o Alê!!!E um ótimo find!!

byfranzao disse...

Relacionamento, anda me consando últimamente.... Na verso de V.M., "o eterno" representa sabedoria....está ai a chave do bom relacionamento....

byfranzao disse...

*cansando

p.s. sou solteiro, vai se o povo acha q to cansado do namoro e solto uma filosofia dessa na net...kkkkkkkkkkkk.....vão pensar, gente quanta contradição...kkkkkkkkk

bjocas

Gato de Cheshire disse...

Gente... Vc é tipo uma celebridade e eu nem sabia.. Meelll Dells...
Rss
Brincadeiras a parte... Acho que não vou poder te ajudar muito, essa escolha é algo tãããão pessoal... Isso vai muito do lugar onde vc veio, do lugar onde vc estah e do lugar que vc pretende chegar. Qdo as pessoas começam a surgir de forma”midiática” por um trabalho, uma arte, ou algo no sentido é uma coisa... Qdo o que vc oferta é a sua própria vida, aí é outra... Temos bastante coisa em jogo nesse caso. Costumo dizer que pras opções de vida que fiz, viver no armário não é mais uma possibilidade, tb n sei se caminhar rumo à figura de um ícone seria... Antes de seguir por essas escolhas acho que é necessário que pare e pense: Onde eu quero chegar com isso???? E ai, diante da resposta vc vê o que tah em jogo.. Pesa e vê se vale a pena correr o risco...
Boa sorte, gatão.. Muita meeeesmo.. E se rolar da revista ou do livro conta qual é pra gente comprar, tah???? Vamos te dar uma preferência, é claro.. Digo, pelo menos eu vou...

Apenas Alguém disse...

ei Jason
vlw pela visita e comentário
pode deixar q pelo menos toda semana irei atualizar agora, até no sabado a tarde jah terá outro post novo por aqui
caso queira me adicionar no msn o meu é: apenas-alguem@live.com
grande abraço e uma ótima semana

pauloveras disse...

Legal sua última postagem. E apesar de muito particular eu gostei mesmo. Gostei do tema também. Eu sempre digo que o mais caro da vida, é o de graça... Sou da teoria de que, tudo tem que ter seu preço. Abraços e boa semana pra voce.

Ryan disse...

Meme para vocês dois! Super engraçado KKKK