sexta-feira, 29 de maio de 2009

Armário

Dentro ou fora do armário?... Onde mesmo...?


Bom não estou escrevendo hoje pra falar de mim e do Alê. Hoje não! Quero partilhar minha opinião com vocês sobre tomada de decisão, a qual para muitos é dolorosa e supõe mais perdas que ganhos, mais dores que alegrias.
Ficar no armário é acovardar-se. Sair dele é rebelar-se. Ficar no armário é aniquilar-se e sair dele é o mesmo que se entregar aos aniquiladores.
São poucos aqueles que ao sairem do armário ou os que já nasceram fora dele, que conseguem enfrentar a família e a sociedade de frente e sem dores para fazerem valer seus direitos. Quais direitos? Outro dia eu ouvi exatamente essa pergunta: Gay tem direitos? Quais direitos? E eu não participei da conversa por dois motivos. Primeiro, porque a pergunta não foi dirigida a mim e segundo, por covardia mesmo.
Eu fico me perguntando: o que é que torna uma pessoa com mais direitos que outra? E sinceramente, do ponto de vista meramente antropológico, nada, nada mesmo. Já do ponto de vista sócio-econômico, o dinheiro nos transforma em semi-deuses e nessa hora até gay vira gente e tem direito.
De outro lado, educação, profissão, origem genealógica, condição de ser no mundo (gay ou hétero ), no meu pobre e leigo ponto de vista, isso sim, pode nos definir melhor como pessoa, homo sapiens e mais ainda: homo sapiens-sapiens (homem que sabe que sabe). Estou querendo dizer é que essas últimas características é que são responsáveis por nossa personalidade e não por nosso cárater. Estou certo? Dr. Cohen, please!? Me corrija.
Cárater pra mim tem a ver com escolha. Personalidade com formação e origem. Um bom cárater pode, dependendo da circunstância, da noite pro dia perder esse suposto bom cárater. Já a personalidade a gente não pode perder. Ela está relacionada à nossa identidade. In persona.
Bom, é melhor eu voltar ao assunto principal, antes que eu diga mais bobagens ou o Dr. Cohen me mande fechar a boca. Hehehehehe.
Então, afinal eu comecei com uma pergunta e eu nem sei respondê-la. Você me ajudaria? Eu tenho meus medos. Preciso de tratamento!
Sem responder, minha opinião é: ser gay dentro do armário é viver no escuro. E fora dele é viver muitas vezes à margem da sociedade. Na luz, mas em meio as trevas. E olha que nos orgulhamos de sermos humanos, inteligentes e racionais hahahaha e adoramos falar em direitos humanos. Quais direitos? Gay também tem direitos? Onde?
Ser gay, não é uma questão de escolha, é uma questão de ser-no-mundo. E como tal essa condição deve ser respeitada.
Na ocasião da morte do Clodovil eu ouvi o seguinte comentário em meu departamento de trabalho, quando uma colega conversava com o Cláudio meu amigo. “Nós vivemos numa sociedade hipócrita, que se diz democrática. Mas ela é democrática entre as linhas dos iguais. Democrática entre os ricos porque eles podem tudo. Democrática entre os pobres porque eles não podem nada. Mas quando se coloca todo mundo junto, meu Deus, é um comendo o outro, que loucura! Ah e por fim ela arrematou: sabe Cláudio, gay rico é homossexual, gay pobre é bicha. Gay rico é um ícone a ser observado e exaltado por ter chegado com seus próprios méritos onde chegou. Gay pobre é uma aberração que a sociedade tem que se livrar dele.” Ela matou a pau. O que você acha? Eu ainda vou dar um trofeu pra ela...
Então, dentro ou fora do armário? Tudo tem seu preço. Você pagaria pra ver no que vai dar? Vale a pena... é uma questão de escolha. Mas afinal o que não é? Ser gay ora. Ser gay é uma condição de ser-no-mundo. Falei!!!?


Abraços pra vc que tem bom gosto e bjus pra vc que tem o gosto mais refinado kkk...


Jason Waiderson o próprio.

23 comentários:

Marina Melow - Papo Contemporâneo disse...

Sua colega disse tudo, é a verdade.

A homossexualidade é algo que nasce com a pessoa, não é uma doença ou aberração.
Todos temos o lado masculino e feminino. Mas uns tem um lado aflorado demais. Mas a socieadade ainda é muito preconceituosa, principalmente no Brasil. Só queria saber, até quando isso irá continuar.

Ótimo texto!

mano maya kosha disse...

Sinceramente falando, acho tão desgastante o modo como tal bandeira é levantada, por outro modo acho mais desgastante ainda a necessidade de isso ainda ser um bandeira, mais que ambos juntos está desgastado ainda não olhar tal contexto com naturalidade, gostei muito da abordagem de personalidade e caráter, e elas me remeteram a uma frase que gosto "somos aquilo que fazemos, somos principalmente aquilo que fazemos para mudar o que somos!"

Ausência Instável disse...

A questão de sair do ármario, no meu ponto de vista na qual vivo e sei o valor de tudo o que vc relata que penso igual a ti, é caso a caso, qndo vc tem facilidade para se viver no meio de pessoas que aceita como vc é, principalmente em caso de familiares (meu caso) é mais facil, mas qndo a pedra sempre é atirada e nao tem apoop, é complicado, entao a sociedade hj, é hipocrita, assim como a politica da religiao que pesa muito referente a isso. Mas para finalizar sem mto contexto, se vc é qm vc é, e se sente bem no armario e nao se acha seguro, viva constantemente ate vc se sentir instável ao ponto de abrir ao mundo e até chegar naqueles q vc ama. Mas tudo tem preço se tudo for fácil de mais e achar q esse mundinho q vivemos é só bater as asas e voar, está engano, tem mta pedra no caminho.

Seja qm vc é, e caminhe até se achar primeramente.

Respondido, Ká entre nós?
Bjao!

Marcelo Novais disse...

Muuuito dificil essa pergunta kra
quando eu sai do armario foi a melho coisa q eu fiz e ao mesmo tempo a pior!
eH um questão muuito complexa!
amei o texto!

Renan Barreto disse...

Olha, mesmo sendo hetero (que inicio de comentário mais preconceituoso, já que precisei me auto afirmar. Bem, eu não tenho preconceitos, até porque jornalista preconceituoso nunca conseguiria trabalhar. Acho uma babaquice esse povo que condena por pouco. Não há problema em ser ou não ser gay... Não sei se é uma questão de escolha ou se é biológico. Digo isso do fundo de minha ignorância mesmo. Não sei a resposta pra isso. Tem gente que não entende que o outro tem a liberdade de fazer o que bem entender seja lá o que for. A liberdade só termina quando começa a do outro. Acho que o mundo nunca vai ser liberto de preconceito porque nós temos preconceito sobre tudo, mesmo que pensemos que não. Sempre haverá algo pra termos preconceito. Eu acho que essa arrogância é vinda da pura falta de instrução. POsso estar sendo leviano, mas sinto isso. Bem, acho qeu vou terminar por aqui porque estou morrendo de sono. rs Mas enfim, bom texto. Lá na academia a gente tava brincando sobre isso tm no caso de um homossexual rico é gay e um pobre é bicha. Mas acho que esses conceitos depressiativos estão presentes em muitas outras coisas além da opção sexual. O problema é ser pobre. rs

Valeu, Jason!!!

Dr. Cohen disse...

Ser gay não é uma questão de escolha, é uma questão de ser-no-mundo. Heidegger (1889-1976) ficaria orgulhoso dessa sua frase.

Acho que personalidade é um dos assuntos mais complexos na Psicologia. Por que, afinal, como definir o que determina a nossa individualidade?

O desenvolvimento da personalidade é algo único e dinâmico. Ela não se reduz a um traço, como o nosso valor moral ou as questões relacionadas com o nosso caráter.

É basicamente o que você disse, porque nesse sentido o caráter seria o aspecto da personalidade responsável pelo nosso agir PARTICULAR.

O caráter obviamente sofre as influências pelo meio em que é submetido e acaba sendo popularmente chamado de índole ou temperamento.

A personalidade, por ser algo bem mais estruturante, é difícil de ser mudada. Ela não é constituída por aspectos superficiais que poderiam ser facilmente modificados.

Mas e nosso caráter? Pode ser sim uma orientação, no sentido de eu optar por fazer X ou Y. Conto aquele segredo? Pego escondido aquele objeto? Mas tudo isso também está relacionado com questões sócio-históricas e com a nossa história de vida.

Depende de nosso cultura, o que pode ser considerado certo aqui pode ser considerado errado em outro lugar. Aliás, o que meus pais me ensinam vai definindo o que eu considero bom ou mal, presença ou falta de caráter.

Enfim, eu poderia continuar escrevendo sobre isso por horas =p Mas eu não quero me empolgar para não fazer um comment maior que o post.

BOM FINAL DE SEMANA!

≈ João Pé-de-Feijão ≈ disse...

Huum...
Numa sociedade onde se dá valor ao que se tem e não ao que se é, pouco importa se você é gay, lésbica, negro, indígena, sadomasoquista, pigmeu ou bissexual.Se você tem poder(poder=dinheiro), pode ser o que quiser, onde quiser, com quem quiser...só não esqueça do seu único dever: consumir!

E o que mais assusta: pouco importa o que você faz a partir do que é, por isso tanta violência, tantas agressões gratuitas, realimentando preconceitos que agora ficam velados, contidos na fundo da mente das pessoas.

'Liberdade: um mito pós-moderno!'

Há uma FALSA sensação de liberdade. Essa sensação vem para derrubar valores construídos em cima de preconceitos, como aconteceu com a liberdade negra, feminina e agora homossexual.Mas vem derrubar, apenas por que esses valores tornaram-se entraves para a expansão de um modelo de sociedade que prioriza aquele que tem poder (poder=dinheiro), e não puramente por que são seres humanos e merecem respeito e "liberdade".

Isso explica por que o desejo de todo mundo é subir na vida, sempre ganhando mais dinheiro. Tem-se a sensação de que hoje se pode fazer de tudo (como citou o Renan Barreto), mas não é assim: não é qualquer um que pode fazer qualquer coisa que quiser.

Um exemplo bem evidente: Paris Hilton. Ela já fez e continua fazendo tudo o que lhe dá na telha (até sexo em local público, o que chega a ser depreciativo para qualquer pessoa). No entanto, por mais que taxem a garota de louca, ela continua em evidência, continua muito requisitada, e comentada.E o mais incrível: gerando lucro para si mesma.

O que sustenta a possibilidade dela fazer de tudo, sem se importar com comentários (assim como um gay que resolve sair do armário)é a sua imponente fortuna de US$ 4 BILHÕES de dolares.

Só é livre quem pode pagar. Sempre foi assim: se você tem poder(poder=dinheiro), pode fazer o que quiser...mas fazendo o que quiser, as pessoas irão suportá-lo por que você tem poder, ao invés de gostar de você realmente.
Será muito raro conseguir se sentir amado e amar livremente.

'Pobre meninë ricoa'

A mulher lá que você cita no texto, realmente disse uma verdade e merece mesmo um prêmio. Hoje, as pessoas desfazem-se de seus preconceitos, ou os escondem (e muitas até de seus próprios valores éticos/morais), em favor dessa exaltação do SER que foi mais longe, que chegou ao topo da sociedade = conseguiu muita grana.
Isso explica tanta corrupção, tanta propina e tráfico de influência: todo mundo quer estar perto do poder, todo mundo quer fazer parte do show, não importa como... o importante mesmo é estar lá.

'E quanto a mim?'

Eu fui criado sempre sendo advertido sobre os perigos que rondam qualquer superexposição, seja de pensamentos, de atos ou de sentimentos.
Então para mim, é como acontece nas famílias: enquanto fizermos parte de uma casa onde não pagamos as contas, não damos de comer a ninguém, não contribuimos com nada, não podemos exigir muita coisa.(Dá pra ver bem que tudo gira em torno do poder=dinheiro =( )
Significa que quando pudermos contribuir, proporcionalmente, poderemos exigir.

E isso é apenas justo, não é liberdade, infelizmente. Também acredito que todo mundo deva pensar de maneira independente, querendo construir seu canto, sua carreira, seu patrimônio e com isso, sua própria vida...É o sonho de todo mundo! E lógico, dos gays também.

Então eu concordo que exista um momento certo para sair do armário...E é aquele momento pelo qual você deverá, literalmente, pagar.

Beijoãos

Gato de Cheshire disse...

Particularmente acho que de perto o diabo não é tão feio assim, não que o preconceito não exista pra que sai do armário, mas eu acho que ouvia muito mais bobagem antes de me assumir do que depois, as vezes sinto que as pessoas sentem até um pouco de medo de mim, não que eu goste ou fomente isso, mas acho que acaba sendo um colateral do respeito em que procuro impor. O preconceito é uma via de mão dupla, vc pode abaixar sua cabeça ou não, diante dele... Já teve caso de ouvir uma bobagem olhar pra trás e perguntar: Você falou o que??? E o cara ficar gaguejando.... Tudo que eles querem é nos intimidar, ultrajar, constranger e dessa forma se manterem em cima de seus pedestais... Qdo vc se assume vc tem a possibilidade de olhar no olho do preconceito e, acredite, em geral ele é bem covarde... Se faz valer do anonimato é akela voz sem rosto que grita um “viado” no meio da multidão, ou que se esconde atrás do discurso da massa, sem argumentação, aniquilado, inseguro.

Gato de Cheshire disse...

OBS: A pessoa se chama Jason e quer falar do meu Wender Winne, mereço, hein....

Caio Abreu disse...

Meu amigo Jason, me desculpe pela recente ausência... estive muito atarefado por causa da facul e trabalho... mal tive tempo para dormir hehehe...

Adorei seu comment e seu post sobre Nietzsche! Acho o filósofo um injustiçado que merecia maior destaque e reconhecimento na nossa sociedade.

Obrigado pelo selo, vou publicá-lo ainda hoje :)

Qt ao armário, pessoas se anulam e se reprimem por causa da sociedade... me pergunto... as pessoas merecem esse sacrifício? Claro que não. Como diria uma pop star: poor is the man whose pleasures depend on permission of others...

Ah, joguei todos meus livros do Nietzsche fora e colei vários posters da Sté no meu quarto. Vou trocar de carro. Quero um Cross Fox pra viajar mais de 2000 km atrás da razao do meu viver! hauhauhauhahhuuhau

Bertonie disse...

Francamente, eu tenho muitas dúvidas com esse negócio de "já nasce com a pessoa". Não sei. Acho que pode ser uma escolha, uma opção mesmo. A minha opinião, gays são apenas mais uma espécie de denominação na nossa sociedade. Afinal, a homossexualidade sempre existiu, e condenada ou não sempre existirá. Ou não. Só sei que ser gay deveria ser tratado semelhante a ser negro, ou ser obeso mórbido. Com respeito e espaço na nossa sociedade. Mas preconceito e armários sempre existirão

Apenas Alguém disse...

ei Jason
tudo bem?
pode deixar que agora vou sumir não
valeu por seu comentário
grande abraço
até mais
Apenas Alguém

Kate. disse...

tá. também acho que sua amiga falou por todos, ou pelo menos por mim.
de qualquer forma, todos têm direitos e todos têm deveres.
gay, homo, colorado, gremista, carnívoro ou vegetariano, isso não é relevante. é um inferno, porque essa discussão nunca vai terminar e a maioria nunca vai enxergar dessa maneira. até que os atinjam ou a alguém bem próximo de cada uma delas.

Philip Rangel disse...

Olha Jason..tmb muito confuso esse assuntoa tratar..a sociedade contrange mesmo pq acha q é de outro mundo...que o gay vai sair na rua e vai te cantar....e bla bla bla.e o contrangemento é enorme ne..mas se tem conciencia do que fazz nada contra....olha dificil mesmo definir isso...muitas vezes a cabeça gira mesmo...mas tem de ser forte...muito mesmo...

abraçaoo

Philip Rangel disse...

Jason...que nada...muito obrigado vc por fazer parte do entrando...olha estive lendo como o ale te conheceu.....interessante mesmo..nao tenhu preconceito nao.....nunk tive preconceito...e isso é uma bobagem..amigos sao amigos ne....muito bom mesmo como vc descreve;..vc trabalha em q?..eu to tendanto caba minha faculdade...como o Ryan que vc acompanha aqui...advogados...juizes.....e tmb venho sempre aqui..so q muitas vezes pelo NAO tempo acabo so lendo.....

sempre aki..abraçao

Philip Rangel disse...

ahh vo te linka no eu indico tmb....

Jamile Gonçalves disse...

Essa é uma questão, no mínimo, delicada. Há tempos que me pergunto isso, desde que me percebi como admiradora dos gays que SAEM DO ARMÁRIO. Tenho um irmão gay, e sempre me pergunto se teria sido melhor para ele assumir como ele fez, e se tornar um desequilibrado como ele se tornou, ou se esconder e continuar numa vida mesquinha e frustante. Creio que no caso dele a questão foi a imaturidade. Mas voilà, sou mais os que se assumem e superam os "normais". :)

Pedro Antônio disse...

Oi, Jason!

Puxa, cara! Eu que só tenho a lhe agradecer pela presença no meu blog e dizer que é você quem mostra pra gente todo dia as várias faces da beleza do ser humano. E que as pessoas ainda precisam aprender muito sobre o amor e sobre o respeito ao próximo.

Abração forte.

Pedro Antônio

Jotavê disse...

não li todos os comentários e nem sei se vai ler o meu, se sim, responde no meu blog *-*

eu adorei o tema, eu sou um gay fora do armário e sei o que sofro, tenho meus sonho e meus objetivos e vou mostrar a todos que eu conseguirei o que quero sendo o que sou. eu me dou o respeito e quero que tenham comigo, não é porque sou gay que eu não sou melhor do que os outros, o meu QI fica em cima, minha sexualidade fica embaixo da cintura trancada a calças sociais e cintos. Com a minha inteligência eu consigo tudo o que quero, com a minha sexualidade eu consigo o meu prazer, mas o meu prazer só desrespeita a mim e a mas ninguém. O que acontece entre quatro paredes, ficam entre quatro paredes.

O mau dessa sociedade é sempre querer se meter na vida dos outros, cuidar da vida dos outros e por isso não sabe o que perde na sua vida.

Paulo R. F. Braccini disse...

Querido Jason! a grande maioria dos Gays, Lésbicas e congêneres, qdo de classe média ou mais alta enfrentam esta questão de forma mais dramática. A questão do preconceito, conforme sua amiga de trabalho afirmou é muito mais econômica e sexual. A grande maioria dos homo de clase social mais baixa se deparam com menos problemas em se assumirem do que nós. isto é um fato é só constatar. Quanto a nós de classe média a coisa complica mas vejo q o maior preconceito vem de nossos medos sabe? Tive problemas qto a sair do armário e demorei mesmo neste processo. Fui me assumir aos 23 anos (assumir para mim mesmo) e para família e amigos aos 30. Qdo fiz isto tirei um fardo de minhas costas e para surpresa minha não tive o menor problema com isto... no fundo no fundo todos já sabiam de minha realidade e o fato de eu oficializar isto simplesmente me aliviou... Meus problemas anteriores foram muito mais de medo mesmo, pois, sinceramente não sei o q é ser discrinado por ser gay, nunca me senti alvo de preconceito. Talvez eu seja um privilegiado no contexto... sei lá... mas esta foi a minha experiência... estou com sua amiga e só acrescento este ponto para reflexão... o que fazer com nossos medos... o preconceito não está dentro de nós mesmos? Agora qto à luta pelos direitos é outra história. Em uma sociedade todos conseguem seus conquistas tão somente através de luta... mulheres, trabalhadores, categorias profissionais etc. Muitos babacas existem no mundo mas são uma minoria isto é vero... fodam-se os babacas e vamos à nossa luta... sem medos... mostrando a cara e nos impondo como cidadãos de primeira classe.

Parabéns pela abordagem. Precisa e oportuna.

Bjão meu querido

Paulo R. F. Braccini disse...

Jason ter alguém com quem construir a vida já é uma forma definitiva de se sair do "armário". Eu e meu DD já constuimos juntos a longa data ... mas não me pergunte qto tempo ... aff ... kkkkkkk .... é muito tempo mesmo ....

Cain Sodom disse...

Afe, e eu pensava que fosse exagerado, mas o "João Pé-de-Feijão" ganhou! Hehehe


Enfim, finalmente sua resposta está pronta (ando ocupado, sabe), mas como é muito grande publiquei no meu blog - rs. Assim faço propaganda grátis pra mim mesmo! Eeeeee

Kisses

Caio Lima disse...

pois é ai eh complicado mesmo

Sexualidade não é questão de escolha
É apenas mais uma característica fisica, como cor dos olhos, do cabelo, altura, peso

Então assunto encerrado

Agora, sair ou não do armário, as duas escolhas são perfeitamente compreensíveis
Uns saem pra falar: Sou mesmo, e daí, vai encarar? (Alguém tem q fazer isso)

E outros não saem para não se comprometer, o q bem ou mal, é compreensível

e sem mais
fui